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Combustível com baixo teor de enxofre é «solução mais sensata» para 2020, diz CEO da Maersk

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Na sua intervenção durante a 12ª Palestra Marítima de Singapura, realizada na passada Quinta-feira, Soren Skou, actual CEO da A.P Moller-Maersk, abordou o tema quente das novas metas referentes às emissões de dióxido de enxofre (que virão em força em 2020) e aflorou também o debate sobre os combustíveis que permitirão atingir os desempenhos sustentáveis do futuro.  «Este é um evento que terá grandes consequências na nossa indústria. Temos de encontrar soluções», alertou.



Para o CEO da Maersk, nenhuma das hipóteses congeminadas para alimentar os navios do futuro próximo deve ficar fora da equação, desde o gás natural liquefeito (GNL), passando pelos scrubbers até aos combustíveis alterados, com índices de dióxido de enxofre capazes de satisfazer as novas restrições delineadas pela Organização Marítima Internacional (IMO). Soren Skou adiantou que, para a Maersk, a melhor opção parece ser mesmo o combustível com baixo teor de NOx.

Solução «mais sensata» é o combustível alterado, avança CEO da A.P. Moller-Maersk

«Achamos que a solução mais sensata é fazer com que as refinarias retirem o enxofre do combustível, em vez de termos que construir uma fábrica de ‘dessulfurização’ no navio. Gostaríamos de comprar combustível limpo das refinarias», afirmou Skou, lembrando ainda que os scrubbers são «enormes». Apesar de defender a medida da IMO, o CEO da operadora dinamarquesa mostrou-se preocupado com o fardo adicional que esta acarreta para as transportadoras.

Implementação das medidas da IMO custará até 60 mil milhões de dólares à indústria

«Acreditamos firmemente que o limite máximo do dióxido de enxofre é positivo porque é algo que mata as pessoas hoje em dia. Mas também temos que entender que esse limite máximo vai sobrecarregar a nossa indústria com um fardo muito pesado», comentou Soren Skou, explicando, depois, os custos pesados da implementação prática da medida da IMO – a aposta, por exemplo, em combustíveis com baixo teor de NOx custará à indústria «cerca de 50/60 mil milhões de dólares».

Ainda sobre o tema, o CEO da Maersk analisou a opção dos scrubbers, vendo nela pertinência: «É claro que olhamos para os spreads do combustível hoje e olhamos para o preço do combustível limpo face ao óleo combustível pesado e a diferença de preço é de 200 dólares (por tonelada). As contas estão realmente a favor dessa opção», afirmou. «A grande questão é esta: o que acontecerá com o spread do combustível à medida que nos aproximamos de 2020 e não existem muitos scrubbers instalados a apenas dois anos de distância?», inquiriu. «A meu ver, a indústria terá que depender de combustível com baixo teor de enxofre», finalizou.



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