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Comissão Europeia aprovou negócio da aquisição da Bombardier por parte da Alstom

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O negócio vai ultrapassando barreiras rumo à sua confirmação derradeira: a aquisição da canadiana Bombardier Transportation por banda da Alstom teve luz verde da Comissão Europeia, no contexto do regulamento de concentrações da União Europeia (UE). O negócio, frisou a Comissão, está «condicionada ao cumprimento integral de um pacote de compromissos oferecido» pelo grupo industrial francês.

Esta sinergia colossal dá origem à segunda maior companhia mundial no domínio do material ferroviário, apenas perdendo para a gigantesca chinesa CRRC. No entanto, o negócio carece ainda de outras autorizações, sendo expectável que a confirmação total seja dada no arranque de 2021. Recorde-se que, em Abril passado, as duas companhias confirmaram a fusão: 6 mil milhões foi o valor que a Alstom desembolsou para fechar a compra.

Em 2019, a Alstom tentou a fusão com a Siemens, mas a operação foi negada pelo jugo concorrencial da Comissão Europeia: em Fevereiro do ano passado, a comissão chumbou a possibilidade da junção das duas companhias, por se anteverem problemas concorrenciais (vincando as áreas críticas da alta velocidade e da sinalização) e pelo silêncio das companhias quanto a potenciais medidas de mitigação.

Frisando que «a Alstom e a Bombardier são os principais fornecedores de comboios de última geração utilizados todos os dias por milhões de passageiros em toda a UE», Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da Comissão Europeia que detém a pasta da Concorrência, afirmou que a Comissão «pôde rever e aprovar rapidamente esta transacção» devido às «solução abrangentes» em cima da mesa para a resolução dos «problemas de concorrência nas áreas dos Comboios de Alta Velocidade, da linha principal e da sinalização».

Para que a operação se possa consumar, alguns medidas terão de ser adoptadas pelas partes: a Bombardier terá de abandonar o projecto V300 Zefiro, comboio de muito Alta Velocidade desenvolvido em sintonia com a Hitachi para o mercado britânico e a alienação da plataforma Talent 3; a Alstom terá de travar o investimento no projecto Coradia Polyvalent.

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