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Comissão Europeia dá veredicto: não é necessário mudar a bitola na Península Ibérica

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Bruxelas é peremptória: não é necessária uma mudança de bitola na Península Ibérica. Respondendo às preocupações dos defensores da mudança de bitola, a Comissão considera que, na hierarquia do trilho dos quesitos mais importantes para a interoperabilidade ferroviária, a bitola é largamente ultrapassada pela a electrificação, a capacidade das linhas para comboios com 740 metros e a eliminação de barreiras administrativa.

Comissão: bitola não é crucial para a interoperabilidade desejada

O diferendo da bitola, opondo os que defendem a migração para a europeia e os que defendem que tal está longe de ser uma prioridade no caminho para a interoperabilidade e para o mercado ferroviário único na Europa, é, para a Comissão Europeia, uma não-questão, pelo menos a curto e médio prazos. Segundo explica a Comissão Europeia, existem actualmente alternativas técnicas mais acessíveis e menos onerosas para tal desígnio.

A resposta de Bruxelas aos anseios e receios de um grupo de personalidades (que reúne figuras como Henrique Neto, Mira Amaral e João Lopes) que faz a apologia da mudança de bitola para evitar que Portugal se transforme numa «ilha ferroviária» explica que a interoperabilidade dos caminhos-de-ferro na Península Ibérica e com o resto da União Europeia é de importância avultada, razão pela qual se decidiu pela criação das redes RTE-T, nas quais se insere o Corredor da Rede Central Atlântica que liga Portugal a Espanha e ao resto da Europa.

Assim, tais linhas já foram idealizadas para eventualmente terem bitola europeia, possuindo travessas polivalentes que permitirão aproximar os carris dos actuais 1668 milímetros (bitola ibérica) para os 1435 milímetros (europeia). Será o caso das linhas Lisboa – Porto e Sines – Grândola – Badajoz. Assim, a Comissão argumenta que «a bitola europeia não é necessária em todos os lugares» e que «uma mudança total de bitola na Península Ibérica não é necessária e exigiria investimentos maciços, também ao nível dos numerosos portos, cujo acesso à rede nacional é em bitola ibérica».

Alternativas técnicas existentes esvaziam problemática da bitola

Ademais, esclarece a Comissão Europeia que a panóplia de alternativas técnicas para a problemática da bitola é alargada, dando o exemplo dos terceiros carris, travessas polivalentes e até material circulante com bitola variável. Trata-se de vagões de mercadorias que podem estender ou encurtar a distância entre as rodas para se adaptarem aos dois tipos de bitola. A resposta de Bruxelas, datada do dia 3 de Setembro, esvazia a reivindicação da urgente mudança para a bitola europeia, plasmada na carta enviada em Julho à comissária dos Transportes, Adina Valean.

Fonte: Público

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