Comissão Europeia nega estar a criar «obstáculos adicionais» ao resgate da Lufthansa

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A Comissão Europeia não será um entrave ao resgate da transportadora aérea alemã Lufthansa, garantiu; no entanto, exigirá a criação de remédios para minimizar «a distorção da concorrência» comunitária. Em causa está o auxílio financeiro necessário para que a companhia sobreviva.

«Não, não estamos a criar obstáculos adicionais, o que estamos a fazer é que quando uma companhia – e isso pode ser qualquer uma – com poder de mercado é sujeita a uma recapitalização superior a 250 milhões de euros, que [nessa situação] a distorção da concorrência seja compensada com remédios», declarou, em conferência de imprensa, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia Margrethe Vestager.

Em Bruxelas, a responsável pela tutela da Concorrência salientou que «a economia irá recuperar e terá de haver concorrentes em todos os mercados […] capazes de competir com estas empresas» apoiadas no âmbito do quadro legal temporário dos auxílios estatais na União Europeia (UE). «É preciso equilibrar a situação e assegurar que o mercado único ainda funcionará» após a crise gerada pela pandemia, explicou Margrethe Vestager.

Comissão quer preservar «condições equitativas» de concorrência

«Estamos a exigir remédios para que, quando o mundo avançar, sejam preservadas condições equitativas» de concorrência, garantiu a responsável. Recorde-se que no decorrer da semana passada, o grupo aéreo alemão Lufthansa adiou a aprovação do plano de resgate negociado com o Governo alemão (que visa dar resposta às dificuldades geradas pela pandemia) devido às condições exigidas pela Comissão Europeia.

Segundo a Lufthansa, as condições da Comissão Europeia irão debilitar a função dos aeroportos da Lufthansa em Frankfurt e Munique como pontos de conexão aérea internacional. Segundo adiantou a Lusa, a Lufthansa considerou também que tem de estudar aprofundadamente os efeitos económicos que as condições da Comissão Europeia terão na empresa «e possíveis cenários alternativos». Este cenário de expectativa não muda, no entanto, a conclusão incontornável: as ajudas estatais são a única alternativa para garantir a solvência da empresa.

Estado alemão volta ao capital da Lufthansa, 20 anos depois

Recorde-se que, no arranque da semana transacta, a Lufthansa e o Governo alemão revelaram a obtenção de um acordo sobre um plano de ajuda de 9 mil milhões de euros, com o Estado a tornar-se o primeiro accionista do grupo, detendo20% do capital, assim regressando ao capital da companhia após 20 anos de ausência.

Com Lusa

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