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Companhias aéreas trocam passageiros por carga para sobreviverem à pandemia

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A pandemia de COVID-19 teve impactos devastadores no sector da aviação: as restrições aplicadas cortaram, literalmente, as asas às companhias aéreas, que, perante os efeitos duradouros desta crise, tiveram que encontrar novos voos, adaptando-se às duras circunstâncias. Uma das soluções amplamente adoptada foi a transformação de aviões em autênticos cargueiros, capazes de substituir o transporte de passageiros pelo de carga.

Sem passageiros, companhias aéreas viraram-se para as cargas

Sem passageiros para transportar, devido às limitações impostas pelos governos, as companhias apostaram na carga, que, como sabemos, continua a ter procura – muitos dos produtos viram mesmo um aumento colossal nos índices de procura, fomentando assim esta adaptação por banda das companhias aéreas. O crescimento do e-commerce foi um driver importante neste fenómeno. «O transporte de carga será um ponto positivo para as operadoras pelo menos este ano porque, embora as fronteiras estejam fechadas, não significa que as pessoas não estejam a comprar», declarou Um Kyung-a, analista de companhias aéreas da Shinyoung Securities, em Seul, citado pela agência Bloomberg.

«Essa tendência deve continuar, já que a capacidade de carga permanece limitada», antecipou Um Kyung-a. O desenrolar da pandemia, agora mais controlada e ténue, vai modelando o tipo de carga que mais procura tem – em Março, Abril e Maio, os equipamentos de protecção reinava. Agora dominam peças electrónicas e outros gadgets de cariz informático. O volume de alimentos frescos também é grande. Em 2021, adivinha-se que serão as vacinas as rainhas do transporte aéreo de carga – vários planos estão já em cima da mesa para o transporte global deste produto.

Em circunstâncias normais, cerca de 60% da carga aérea global é transportada no porão dos voos de passageiros. Com centenas dessas aeronaves estacionados em terra à espera do desfecho da presente pandemia, os volumes de carga caíram este ano – enquanto os custos do frete aéreo dispararam: as taxas para a América do Norte com saída de Hong Kong subiram quase 70% desde o início de Janeiro. «O que vimos foram enormes subidas de carga leve, mas muito volumosa – máscaras, batas e luvas. Foi quando começámos a ver as companhias aéreas a colocarem caixas leves nas cabines de passageiros», comentou Nick McGlynn, director de atendimento ao cliente da Qantas Airways.

Segundo a Bloomberg, tal agora diminuiu e a Qantas tem transportado produtos frescos da Austrália para a Ásia, incluindo «quantidades substanciais» de atum para o Japão e trutas para Hong Kong. As rotas de volta à Austrália são dominadas por equipamentos médicos, peças de automóveis e electrónica, bem como componentes para equipamentos de mineração. No caso da Fiji Airways a solução passou pelo transporte de marisco e kava, disse o CEO da companhia, Andre Viljoen. Nos EUA, a United Airlines elevou as receitas com o transporte de carga em mais de 36% no segundo trimestre, para 402 milhões de dólares. E a American Airlines reanimou os serviços exclusivos de carga após um interregno de 35 anos.

Fonte: Bloomberg

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