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Drewry: consolidação não afectará competitividade do shipping

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As preocupações quanto aos hipotéticos perigos da consolidação no transporte marítimo internacional não terão pertinência: esta é a visão da analista britânica Drewry Shipping, que, no seu último relatório ‘Container Forecast‘, explanou a teoria de que a concentração da oferta, causada pelo fenómeno das aquisições e fusões, não impactará de modo negativo a competitividade do mercado do transporte marítimo de contentores.


Última vaga de fusões foram de cariz «operacional», diz a Drewry

No relatório, a Drewry avança que, apesar do índice de concentração ser cada vez maior, a sanidade concorrencial não será afectada e a competitividade do mercado da carga contentorizada não criará barreiras às opções livres dos carregadores. Recorde-se que as mais recentes movimentações colocaram as operadoras marítimas MOL, NYK Line e K Line num triunvirato nipónico (ONE), sem esquecer a pendente compra da OOCL por parte da COSCO Shipping ou a anexação confirmada da Hamburg Sud (por parte da Maersk Line).

As políticas de aquisições, aliadas à constituição de alianças cada vez mais abrangentes, vêm abrindo caminho a um mercado global no qual 80% da sua quota é detida por sete grandes forças apenas – a pluralidade de opções estreita-se, mas, de acordo com a Drewry, essa tendência não colocará em risco a competitividade do sector. Para a analista, a maioria das fusões tem-se repercutido apenas ao nível operacional – «Não é assim tão surpreendente o facto das fusões e aquisições não terem alterado nada em termos materiais», explicou a Drewry. «A última vaga de consolidação foi operacional», acrescentou.

«Sã concorrência»…num mercado em que as «operadoras dominantes» ditam as regras…

Para a analista, o mercado do ‘shipping‘ está a salvo – mesmo após a concretização dos negócios pendentes – da criação de um oligopólio, não existindo nenhuma operadora marítima capaz de reunir poder suficiente para, de modo, inequívoco, desequilibrar os pratos da balança e afectar a competitividade do sector. O relatório  ‘Container Forecast‘ alerta, ainda assim, para a probabilidade da «actividade de fusões» levar a que «alguns predadores sejam mais agressivos com os seus preços para minimizarem a deserção dos clientes».

Resumindo: a analista britânica afasta receios sobre a possível formação de um oligopólio, mas admite que existe um progressivo desequilíbrio de forças e uma galopante concentração de poderes: «a indústria caminha rumo a um cenário em que um punhado de operadoras dominantes ditam as regras do jogo. Todavia, existe, por agora, uma sã concorrência em todos os comércios», finalizou.


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