Drewry antevê: COSCO vai liderar nos terminais e Yilport subirá na tabela

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Com foco no mercado dos operadores de terminais portuários, o último relatório da Drewry Maritime Research (2016) dava conta das previsões para 2020 quanto à liderança neste segmento, em termos de capacidade para movimentar TEU’s.

A operadora oriental China COSCO Shipping surgia na primeira posição, pulando da sua actual colocação intermédia na tabela ‘Top-10’, seguida pela APM Terminals (do grupo Maersk) e pela PSA International (de Singapura). Estes dados ganham ainda mais veracidade após as várias investidas da COSCO no mercado de terminais portuários – e os (estratégicos) investimentos chineses não deverão abrandar tão depressa.

‘Consolidação terminal’ a caminho?

Flutuando actualmente entre a oitava e a quarta posição, a chinesa COSCO Shipping deverá pular para a liderança em termos de capacidade operacional nos terminais por si geridos (isto com recurso a terminais situados em território nacional), ficando a APM Terminals com o segundo lugar em 2020 e a PSA International com o bronze.

Como 2017 tem demonstrado, a pretexto do conceito Belt and Road, a China tem avolumado os seus investimentos em terminais estrangeiros, quer por novas orientações geoestratégicas quer por razões económicas – uma diferente era, a da consolidação dos terminais, aproxima-se, e a COSCO já deu sinais de se estar a antecipar à concorrência.

Isto porque a consolidação das companhias marítimas deverá também encurtar a margem de manobra (e de sobrevivência) de muitos terminais, que, face à predominância dos mega-navios e ao ‘efeito cascata’ da realocação de capacidade, terão dois caminhos a percorrer: o do investimento, para fazer face às novas exigências físicas de lidar com porta-contentores de grandes dimensões, ou o da gradual marginalização, devotados a ‘feeder routes’ (rotas secundárias) e a tráfegos cada vez mais retraídos.

Antecipando este cenário, a COSCO tem mostrado bolsos fundos no que toca ao investimento marítimo-portuário em 2016 e 2017, conquistando terminais e com eles formando redes de ‘hubs regionais’ – uma espécie de reflexo de uma ‘consolidação terminal’ que poderá ser copiada no futuro por outras concorrentes.

Yilport Holdings salta para a ‘big league’ da Drewry

«Uma resposta natural ao crescente aumento das dimensões dos porta-contentores e das alianças é o facto dos operadores de terminais procurarem, em paralelo, uma consolidação ao nível da propriedade», explicou, à luz destes desenvolvimentos, Neil Davidson, analista da ‘Ports and Terminals’. «Há vários agentes abertos à expansão, operadores chineses e a Yilport Holdings (uma nova entrada nas tabelas nas tabelas da Drewry no que toca a operadores de terminais globais e internacionais) cuja principal prioridade estratégica é adquirir mais activos», completou o analista.

Recorde-se que a Yilport (Grupo Yildirim) tem forte presença em Portugal, onde detém vários terminais após a compra da TERTIR ao Grupo Mota Engil.

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