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Construtores automóveis britânicos transportam peças por avião para evitar entraves pós-Brexit

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A indústria automóvel vê-se forçada a adaptar-se às forças modeladoras do período pós-Brexit: vários construtores de automóveis britânicos estão a transportar componentes por avião da União Europeia para evitar as complicações nas fronteiras causadas pelo Brexit, revelou, recentemente, o presidente da Associação de Produtores e Comerciantes do Sector Automóvel (SMMT), Mike Hawes.

Durante uma conferência de imprensa, Mike Hawes explicou que os custos aumentaram com transportes após a saída do Reino Unido do mercado único e entrada em vigor do novo Acordo de Comércio e Cooperação entre Reino Unido e União Europeia (UE) em 1 de Janeiro deste ano. «Neste momento são mais altos porque alguns construtores estão a transportar componentes via aérea para manter a produção em movimento. Em termos de custos administrativos, como licenças de importação e exportação, há quem calcule que correspondam a um custo de uma tarifa de 2-3%», disse.

Hawes vincou que, na sua visão, a situação deverá conhecer melhorias nos próximos tempos, «quando os sistemas estiverem a funcionar de forma mais eficiente», acreditando, no entanto, que continuará a existir atrito no movimento de mercadorias com a União Europeia, o principal mercado das exportações da indústria automóvel britânica, embora o acordo tenha garantido o acesso mútuo sem quotas nem taxas aduaneiras.

De acordo com matéria noticiosa do ‘Sunday Times’, a Jaguar Land Rover, a Nissan e a Vauxhall (Opel) tiveram de parar a produção no início do ano devido à falta de peças. «Não são só problemas de adaptação, esta é a nova realidade a que a indústria tem de se habituar (…) Vão existir custos adicionais no futuro próximo e isso afecta a nossa competitividade e coloca pressão nos construtores para aumentar produtividade», afirmou.

Em 2020, a produção de automóveis no Reino Unido desceu de forma significativa, -29,3% para 920.928 unidades, o volume mais baixo dos últimos 36 anos, sendo a pandemia e as restrições globais aplicadas as grandes culpadas pela descida acentuada, embora a incerteza relacionada com o Brexit também tenha afectado a actividade, nomeadamente o investimento. A UE recebeu 53,5% do total dos veículos exportados, menos 30,8% do que no ano anterior, enquanto o segundo maior mercado, os Estados Unidos (17,7% das exportações), comprou menos 33,7% carros do que em 2019.

Fonte: Lusa

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