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Contentores apresentaram «quebra significativa de -10,8%» no primeiro trimestre de 2020

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A compilação de dados sobre a movimentação portuária durante o primeiro trimestre de 2020 foi hoje divulgada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT): a descida homóloga de -3,7% no conjunto dos segmentos de carga implicou uma «quebra significativa de -10,8%» nos contentores, correspondente a -82 mil TEU movimentados nos primeiros meses do ano.

Esta descida homóloga justifica-se, «fundamentalmente, pelo comportamento do Porto de Sines, cujo movimento registou -55,5 mil TEU, e por Lisboa, a registar -36,2 mil TEU», explica a AMT. «Apenas Leixões escapa a este comportamento global negativo, tendo registado um acréscimo de +8%, ao movimentar 184 mil TEU, o seu volume mais elevado de sempre», assinala a entidade.

MSC Ambra Porto de Sines

A AMT salienta que é importante «enfatizar o comportamento das operações de transhipment no tráfego de Contentores, particularmente no Porto de Sines que representa 67,2% do total movimentado neste porto (e 37,9% do total de TEU movimentados nos cinco portos) e forte influência no desempenho global».

No decorrer do primeiro trimestre de 2019 assistiu-se a uma quebra de -18,8% (que traduz um abrandamento na sua trajectória negativa), correspondente a -59,4 mil TEU. Esta situação significa que nas operações com o hinterland se observa um crescimento de +3,3% no volume de TEU movimentado, subindo para um total de 124 880 TEU, o valor mais elevado de sempre.

Acresce referir que o transhipment, integrado na cadeia global de shipping, não parece ainda reflectir o impacto negativo induzido pela pandemia Covid-19, atendendo a que se verifica que o volume registado em Sines no mês de Março é o mais elevado dos últimos doze meses, enquanto Leixões, também em Março, regista um crescimento de +26,5% atingindo uma quota de 7,1% do movimento do porto. Neste mesmo mês o volume de transhipment registado em Lisboa apresenta uma expressão meramente residual, a que, contudo, não serão alheias as perturbações laborais.

Ainda no segmento de Contentores, refere-se que o porto de Sines mantém a liderança com uma quota maioritária absoluta de 56,4%, seguindo-se Leixões, com 27,3%, Lisboa, com 10,5%, Setúbal, com 5,1%, e Figueira da Foz, com 0,7%.

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