Contentores cairão 40%: «Greve prejudica a imagem do ‘shipping’ português», afirma a Yilport

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No seguimento da greve ao trabalho suplementar – levada a cabo pelo SEAL – e das disrupções que esta tem vindo a provocar, principalmente na região de Lisboa, a companhia Yilport emitiu hoje um comunicado, abordando o tema e lamentando o comportamento do sindicato em todo o processo.



Uma greve (dita) nacional que «é apenas local», explica a Yilport

Serviu o comunicado, ao qual a Revista Cargo teve acesso, para, segundo a Yilport, fazer o «ponto de situação da greve que decorre em Portugal»: «Pretendendo ser uma greve nacional, na realidade a greve é apenas local, já que os impactos negativos se sentem apenas nos seguintes portos: Yilport Liscont, Yilport Sotagus e Yilport Setúbal (Sadoport)», começa por declarar a empresa do Grupo Yildirim.

Ao analisar as consequências da paralisação (que perdurará até dia 8 de Outubro) dos estivadores afectos ao SEAL, a Yilport reporta «limitações nos recursos para os diferentes turnos de trabalho» por impossibilidade de «conseguir mão-de-obra para o trabalho suplementar» e uma lógica «perda de capacidade» e de «produtividade nos terminais mencionados», mesmo tem em conta «todos os esforços» feitos em prol da mitigação dos «impactos negativos da greve».

Empresa estima «redução no volume movimentado na ordem dos 40% devido à falta de trabalhadores»

Garantindo estarem a ser levados a cabo «todos os esforços para manter todas as escalas nos terminais afectados e minimizar o efeito da greve para os armadores, os clientes e a economia portuguesa», a gestora de terminais estima «uma redução no volume movimentado na ordem dos 40% devido à falta de trabalhadores» nos portos citados, o que representa «uma enorme perda de volume» que força os clientes a optarem por outros terminais, como a Revista Cargo havia já reportado.

Greve mina «imagem do shipping português»

Considerando que «a continuidade dos serviços semanais é o principio base no shipping», refere a Yilport que «estas greves causam danos no que é fundamental, a sustentabilidade». Quem perde? «Esta greve prejudica a imagem do shipping português e afecta enormemente a maneira como este se integra nos padrões globais», responde, para depois mostrar-se surpreendida com a desagregação do acordo previsto para o porto da capital.

Surpresa perante desintegração do acordo para Lisboa

«É surpreendente observar que apesar de se ter assegurado, em conjunto com todos os operadores portuários de
Lisboa, um acordo forte e positivo com o Sindicato de Lisboa num recente processo negocial, o próprio Sindicato de
Lisboa tenha decidido, pouco tempo depois, avançar com a greve sem mais notificação ou qualquer intenção de
prosseguir num processo negocial», comenta.

Não estando o «principal motivo da greve» conectado com «qualquer discussão em curso em Lisboa ou com as condições na Yilport Liscont, Yilport Sotagus e Yilport Setúbal», estranha assim a empresa que o SEAL tenha avançando para acções drásticas que, na sua visão, acabam por voltar a fustigar a sanidade do Porto de Lisboa: «Expressamos por isso o nosso desapontamento e insatisfação em relação a todo este processo de greve», remata.



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