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Segmento dos contentores desce -4,3% no período Janeiro-Julho e fixa-se nos 1,65 milhões de TEU

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A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) revelou hoje o balanço da movimentação nos portos do Continente para o período de Janeiro a Julho: em termos globais, registou-se uma descida homóloga de -4,8%, fixada por uma movimentação total de 52,2 milhões de toneladas. Se olharmos apenas para o segmento dos contentores, verificamos uma descida de -4,3%, fruto de uma movimentação de 1,65 milhões de TEU.

Contentores: -4,3% com performances negativas de Sines, Setúbal e Lisboa

Nos primeiros sete meses de 2019, «o movimento de contentores registou uma quebra global de -4,3% no volume de TEU movimentado para 1,65 milhões de TEU», frisa a AMT: na origem desta performance encontram-se os desempenhos negativos «de Sines, Setúbal e Lisboa (-10,9%, -6% e -1%, respectivamente) que anulam as variações positivas registadas em Leixões e Figueira da Foz (com taxas de +11,1% e de +8,8%)».

Neste segmento, a liderança incontestada do Porto de Sines continua a ser lei: como salienta a AMT, o porto alentejano «continua a liderar, detendo uma quota de 53%, seguindo-se Leixões (24,8%), Lisboa (16,3%), Setúbal (5,1%) e Figueira da Foz (0,8%)». Será expectável que os registos do Porto de Sines sofram, nos futuros meses, um ligeiro incremento, uma vez que a instabilidade sócio-laboral vivida no Terminal foi já sanada.

Transhipment desce mas ainda representa 69,6% da movimentação em Sines

«Importa recordar o peso que o tráfego de transhipment representa no volume de contentores movimentados em Sines, que, não obstante ter vindo a diminuir nos últimos meses, acumulando em Julho uma redução de -21,4%, ainda representa 69,6% do total no porto», sublinhou ainda a AMT. Por outro lado, o volume de TEU com origem e destino no hinterland do porto registou um crescimento de +28,2%, parecendo não sofrer o efeito negativo das perturbações laborais vividas no porto alentejano, entretanto já resolvidas.

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