Continental protege componentes e produtos contra ataques de hackers

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A Continental está a apostar forte em matéria de cibersegurança, tema cada vez mais pertinente num mundo que está mais digitalizado a cada dia que passa. A empresa lembra que a tendência para a digitalização, conectividade e condução automatizada significa que os veículos estão a tornar-se parte da Internet das Coisas (IoT) mas recorda que, simultaneamente, estão também a tornar-se potenciais alvos para ataques de piratas informáticos.

Nesse sentido, a Continental defende que a segurança dos dados e dos componentes assume particular importância para a segurança, realçando mesmo que este é um tema quente em todo o sector automóvel.

Proteger veículos contra ataques informáticos

O objectivo por detrás do reforço da cibersegurança é, recorda a Continental, proteger os veículos contra os ataques de piratas informáticos, pelo que vê como particularmente importante, por exemplo, os componentes mais críticos em termos de segurança, como o sistema de travagem.

A empresa salienta que, para atingir a meta de uma condução sem acidentes (Visão Zero), os veículos e as infraestruturas têm de ser capazes de comunicar entre si através, por exemplo, da conectividade digital. Contudo, estão também a abrir potencialmente a porta aos hackers, o que significa que os sistemas digitais não só têm de ser funcionalmente fiáveis, mas também resistentes a ataques externos. E é por isso que a Continental usa tecnologia de cibersegurança para garantir ampla protecção contra eventuais ataques de piratas informáticos em ambos: nos componentes do veículo essenciais para a segurança e nas unidades de produção.

Continental quer «levar segurança para o próximo nível»

«Os nossos peritos estão a trabalhar para levar a segurança para o próximo nível e para proteger os nossos sistemas contra ataques informáticos. Isto depende da segurança da produção nas nossas fábricas, algo em que estamos a trabalhar. As primeiras linhas de produção já foram equipadas para integrar funções de cibersegurança nos produtos», refere Felix Bietenbeck, Director da Unidade de Negócios de Vehicle Dynamics na Continental.

«A segurança afecta todos os componentes do veículo, e é por isso que não só as interfaces de comunicação têm de ser protegidas, mas também – e especialmente – os componentes de segurança, como os sistemas de travagem», acrescenta.

Sistema de travagem MK C1

Os processos de encriptamento para um sistema de segurança relevante foram implementados pela primeira vez no mais recente sistema de travagem, o MK C1. Com o MK C1, a funcionalidade de accionamento do travão, o impulsionador do travão e os sistemas de controlo (ABS e ESC) são combinados num módulo de travagem compacto e leve. O MK C1 é mais dinâmico, leve e compacto do que os sistemas de travagem convencionais e foi especialmente desenvolvido para veículos com sistemas avançados de apoio à condução, com recuperação e capacidade de condução automática.

À medida que o nível de conectividade e o número de interfaces nos veículos crescem, estas necessidades aumentam, assim como o risco de ataques informáticos. Os hackers são motivados por várias razões – roubo de dados, interesses financeiros e reputação são apenas três exemplos possíveis. Em resposta, a Continental está a reforçar todos os possíveis pontos de ataque e a implementar soluções de cibersegurança em diversos níveis e camadas: no primeiro nível, os componentes individuais do sistema electrónico são protegidos; no segundo nível, a comunicação entre os sistemas integrados nos veículos é protegida; no terceiro nível, todas as interfaces externas do veículo são protegidas; e, no quarto nível, o processamento de dados fora do veículo é protegido contra roubo e manipulação. Este nível também inclui a nuvem e as soluções de backend.

Estas ofertas foram agora significativamente aumentadas com as várias soluções completas fornecidas pela Argus Cyber Security, a empresa especialista em cibersegurança automóvel que foi recentemente adquirida pela Continental.

Segurança individual é essencial para ter segurança máxima

Todos os futuros produtos da Continental – incluindo o MK C1 – vão incluir funções de encriptação que podem ser usadas para introduzir chaves de segurança. Estas chaves são geradas individualmente para cada produto, o que garante máxima segurança porque, mesmo que um carro seja alvo de ataque informático, o outro continua protegido.

«As chaves podem ser usadas para várias operações e não podem ser lidas externamente – tal como o PIN para o nosso smartphone», explicou Dennis Kutschke, gestor do programa de Cibersegurança na Continental.

No que diz respeito à cibersegurança, a Continental também aprende com as experiências e tecnologias nos outros sectores. No entanto, a cibersegurança é importante para os sistemas do veículo não só quando estão integrados, mas também durante o carregamento de software e de chaves digitais; é por isso que está a ser introduzido em todo o mundo um conceito especial de segurança de produção válido para todas as localizações. O conceito é baseado numa análise de risco realizada para identificar pontos fracos. Os fabricantes de automóveis também beneficiam do facto de poderem transferir as suas próprias chaves para o sistema através da rede segura da Continental.

Ser mais rápido do que os hackers

A cibersegurança é um desafio assimétrico. Enquanto a Continental tem de estar atenta a dezenas de sistemas, os hackers só precisam de identificar um único ponto fraco. «É como uma corrida interminável entre as pessoas que querem proteger os sistemas e os que pretendem invadi-los. É por isso que é tão importante agir o mais rapidamente possível sempre que o ponto fraco é identificado», disse Kutschke.

Por isso, a Continental introduziu um sistema de gestão de resposta a incidentes, que constitui uma camada de segurança adicional que responde imediatamente se existir mesmo um ataque. Foi desenvolvido com o conhecimento especializado da startup israelita Argus Cyber Security, adquirida pela Continental no outono passado e que se tornou parte da subsidiária Elektrobit.

Juntamente com a Elektrobit, que é especialista em soluções de software integradas e conectadas, os peritos em segurança já deram a conhecer uma solução completa para actualizações de software feitas over-the-air. Esta solução garantirá que milhões de carros podem receber instantaneamente a mais recente actualização de segurança sem que tenham de visitar a oficina, o que constitui um requisito importante par a “Visão Zero” – um futuro sem acidentes, mortos ou feridos nas estradas. A Continental está também a utilizar o seu conhecimento para apoiar os fabricantes de equipamento original em todos os assuntos relacionados com a cibersegurança.

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