Corredor do Mediterrâneo é «fundamental para o sucesso da mobilidade», afirmou o Governo espanhol

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O Secretário de Estado das Infraestruturas de Espanha, Pedro Saura, veio a terreiro constatar que o Corredor do Mediterrâneo trata-se de uma «peça fundamental para o sucesso da estratégia de mobilidade segura e sustentável» do Governo espanhol, corroborando as palavras de Isabel Pardo de Vera, presidente da ADIF. Espanha está em sintonia quanto ao objectivo de dotar o transporte de cargas mais competitivo através deste traçado.

Implementação da bitola internacional reduzirá custos

A presidente da estatal ADIF havia assegurado que o Corredor do Mediterrâneo é «um desafio que assumido dentro das dificuldades esperadas, que terão que ser superadas com rigor, trabalho e decisão, mas acima de tudo com a responsabilidade de executar uma boa gestão, dentro de um consenso amplo». Pardo destacou que a implementação da bitola internacional melhorará a competitividade do transporte de cargas, reduzindo seus custos.

Generalitat catalã exige reconfiguração do traçado

Às declarações de Pedro Saura e Isabel Pardo de Vera juntou-se a voz de Isidre Gavin, secretário de Infraestrutura e Mobilidade da Generalitat – o governante reivindicou o reforço das conexões com portos, com as empresas e com o território europeu em termos globais, assim como a correcção do planeamento radial do Corredor do Mediterrâneo. Gavin prometeu ao Ministério do Fomento «colaboração e cumplicidade» na tarefa de impulsão do projecto, pedindo uma «real mudança de prioridades» e uma execução «diferente» do projecto do Corredor, abdicando-se da configuração radial que o corredor actualmente apresenta nos planos de execução – uma alteração considerada essencial pela Generalitat da Catalunha.

Recorde-se que as vias mediterrânicas têm despertado o interesse de empresas chinesas, que encaram a ligação como proveitosa para a captação de tráfego no Sul da Europa. No prisma marítimo, é de ressalvar que 80% do tráfego de contentores em Espanha passa pelos portos mediterrânicos de Algeciras, Barcelona e Valência, enquanto uns significativos 66% do tráfego de importação e exportação da Espanha são canalizados através de Valência e Barcelona. Assim se percebe, por arrasto, o valor geoestratégico do traçado ferroviário.

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