Corredor Sudoeste Ibérico «significará menores custos de transporte», frisou Antonio García Salas

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A visão de um corredor que agregue e coloque em comunicação o eixo Madrid-fronteira portuguesa é a grande proposta do movimento independente e privado que promove o Corredor Sudoeste Ibérico – o projecto defende a promoção de um dinamismo transfronteiriço, a edificação de uma rede capaz de combater o isolamento das regiões do Alentejo e da Extremadura. O objectivo é o de implantar uma rede capaz de dar corpo ao fluxo de mercadorias, passageiros e até mesmo informação. No fundo, abolir fronteiras e convergir para uma melhor sintonia infra-estrutural e logística.

A principal infra-estrutura ferroviária que dará corpo a este território e que conectará a capital espanhola de Madrid a Lisboa e Sines está incluída na Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), no chamado Corredor Atlântico. Antonio García Salas, director da empresa espanhola Coopetición Glocal Sistémica e um dos grandes promotores do Corredor Sudoeste Ibérico, concedeu uma entrevista à publicação espanhola ‘Extremadura 21‘ na qual abordou as mais-valias que este corredor trará, tanto a Espanha como a Portugal.  Quais serão, então, as vantagens?

Para Antonio García Salas, o corredor terá um importante impacto na competitividade real das empresas da Extremadura: «Significará menores custos de transporte, melhor qualidade e segurança do serviço, mais alternativas para a produção de produtos e uma mudança total de cenário na mobilidade das pessoas», declarou. E será que existe o mesmo interesse por parte do sector empresarial português no projecto? Para o responsável, Portugal já está longe de cingir as suas atenções para Lisboa – o Alentejo é, cada vez, mais uma importante peça do puzzle.

«Em Portugal, só havia olhos para Lisboa, parecia que só existia Lisboa, e, nos últimos quinze anos, acabaram por surgir duas grandes infra-estruturas que mudaram o Alentejo: Alqueva e o Porto de Sines. As infra-estruturas são mais facilmente alteradas do que as mentes, mas, embora demorem a reagir, agora vejo imenso desejo de fazer as coisas. À primeira vista, parece que que se trata apenas de turismo, mas quando se passa por Alqueva pode-se ver uma grande revolução agro-industrial. Mas também podemo-nos surpreender com as grandes indústrias aeronáuticas. Portugal está muito bem preparado para a globalidade», respondeu Antonio García Salas.

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