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COSCO atingida por ciber-ataque: escritórios nos EUA e Terminal de Long Beach afectados

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A operadora chinesa COSCO Shipping Lines confirmou hoje que foi atingida por um ataque cibernético que afectou fortemente a sua conexão com a Internet nos seus escritórios nos Estados Unidos da América e a infra-estrutura terminal de Long Beach.



A companhia decidiu fechar as conexões com outras regiões para uma investigação mais aprofundada, uma vez que o serviço de email e a rede telefónica não se encontravam em funcionamento. Com base nas informações divulgadas até agora, o incidente ocorreu ontem (24 de Julho) e foi descrito como um ataque de ransomware.

«Estamos a tentar fazer uma recuperação completa e rápida», declarou a COSCO

A transportadora global afirmou que os seus navios não sofreram quaisquer impactos e que os seus principais sistemas de operação comercial continuaram com um desempenho estável. No entanto, o terminal da COSCO no porto americano de Long Beach foi afectado.

«Estamos satisfeitos por informar que tomámos medidas eficazes. À excepção das regiões afectadas pelo problema de rede, a operação comercial em todas as outras regiões será recuperada muito em breve. Estamos a tentar fazer uma recuperação completa e rápida. Vamos mantê-los actualizado dos últimos progressos através de vários canais», informou a COSCO na missiva dirigida aos clientes.

Depois do Petya, mais um lembrete: a indústria que se cuide…

O ataque digital é mais um lembrete óbvio das ameaças cibernéticas em tempos de progressão tecnológica e de desmaterialização de processos e de decisões: quanto mais virtual e interligado, mais exposto estará o sector marítimo aos perigos do ciber-terrorismo. O ano de 2017 ficou marcado, recorde-se, pelo ataque Petya, seguido de perto pela Revista Cargo.

O ransomware que atingiu a Maersk (a mesma tipologia de ameaça que agora afectou a COSCO) provocou avultadas perdas financeiras e estagnou as operações de várias empresas do grupo, como a APM Terminals e a Maersk Line. A ressaca do ataque fazia sentir-se ainda em Janeiro deste ano, com a A.P. Moller-Maersk a revelar que o ataque obrigou a uma «reinstalação de toda a estrutura de IT».



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