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Excesso de capacidade assusta: COSCO e Yang Ming adiam recepção de ULCV’s para 2019

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A operadora marítima China COSCO Shipping revelou que adiou, para 2019, a recepção de uma dezena de porta-contentores que tinham entrega prevista para 2018. A decisão da transportadora chinesa tem como propósito a prevenção de um cenário de excesso de capacidade no segmento contentorizado, ameaça que ganha cada vez mais consistência apesar das despreocupadas previsões da Alphaliner em Setembro de 2017.


«Não queremos perturbar o mercado», confessou fonte da COSCO Shipping

A decisão da China COSCO Shipping afecta a entrega de quatro porta-contentores de 13.800 TEUs, dois de 19.131 TEUs e quatro de 21.237 TEUs, informou em primeira mão a Lloyd’s List. «Estas encomendas foram feitas antes da fusão da COSCO com a China Shipping, por isso faz sentido que a nova entidade faça ajustamentos e avalie os níveis de procura», comentou, à imprensa internacional, uma fonte da COSCO.

Explica a Lloyd’s List que, se todas as encomendas previstas fossem entregues já em 2018, a operadora chinesa veria a sua capacidade de transporte de carga aumentada em cerca de 30% – um exponencial aumento capaz de agitar as águas do mercado e quebrar o disciplinado equilíbrio atingido em 2017. «Não quereremos perturbar o mercado, que já deu sinais de nervosismo», acrescentou a mesma fonte.

A situação pode, então, resumir-se desta forma: a China COSCO Shipping possui cinco navios de 19.000 que estarão em operação, constituindo um serviço em loop juntamente com outros seis navios de 22.000 TEU da OOCL. Onze outros navios de 20.000 serão entregues em 2018, formando outro loop – «os restantes terão que esperar até ao próximo ano», desvendou a fonte. O receio do excesso de capacidade reacendeu-se no fim de 2017 e Janeiro de 2018 será marcado pela entrega de 10 dez ULCV’s, facto que adensa tal medo.

Yang Ming também adiou entrega de três porta-contentores

À COSCO Shipping juntou-se a transportadora taiwanesa Yang Ming, que também adiou (para 2019) a recepção de novos porta-contentores: três navios, cada um com 14.000 TEU. «Mesmo com estes adiamentos, a capacidade contentorizada total a ser entregue em 2018 atingirá os 1,5 milhões de TEU», comentou a Alphaliner, que ligou esta tendência ao abrandamento da demolição de navios para concluir, agora, que poderemos estar perante fortes pressões sobre a estabilidade do mercado.

Procura será «severamente» testada em Março, prevê Lloyd’s

«O total de entregas para o período 2017-2021 será de 7.5 milhões de TEU, número que é 11% mais elevado quando comparado com os últimos cinco anos», explicou a Lloyd’s List Intelligence. «A partir deste ano até 2021 serão entregues 1.020 porta-contentores, dos quais 162 serão munidos de capacidades acima dos 14.000 TEU». Para a Lloyd’s, Março será o mês que testará, efectivamente, a estabilidade do mercado: «Apesar da procura por carga se ter mantido fortes nas duas semanas de Janeiro (…) tanto o frete como o mercado dos ‘charters‘ deverão ser severamente pressionados em Março, quando, após o Ano Novo Lunar, a procura baixar», alertou.


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