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COVID-19 induziu quebra de 30% no transporte marítimo de cargas de Portugal para Cabo Verde

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A pandemia COVID-19 provocou uma redução de 30% no transporte marítimo de mercadorias de Portugal para o Cabo Verde, o que afectará directamente a cadência das jornadas dos navios de carga nesse trajecto, de uma semana para 20 dias. «Menos turismo significa menos consumo. As necessidades de mercadorias diminuíram cerca de 30%», confirmou Luís Figueiredo, administrador da Transinsular, à agência Lusa.

COVID-19 despoleta «menos consumo»

A quebra verificada no Turismo, explicou o administrador da empresa marítima (detentora da concessão do transporte marítimo inter-ilhas de passageiros, veículos e cargas), que integra o Grupo ETE, foi acompanhada de uma paragem em vários sectores, como a construção. Por esta razão, esclareceu Luís Figueiredo, a redução do consumo é transversal, indo desde a alimentação aos materiais de construção.

Neste contexto pandémico causado pelo COVID-19, a Transinsular admite, mesmo após o estado de emergência, levar a cabo um redimensionamento da frota que serve Cabo Verde no que toca ao nível dos intervalos entre saídas de cargueiros. O tempo de saída era de uma semana antes da pandemia e actualmente situa-se já nos 20 dias – a situação apenas será normalizada quando a procura de produtos assim o justifique.

«Navegação à vista» até à «recuperação da economia»

Cabo Verde inter ilhas«Estamos literalmente a fazer uma navegação à vista, a assistir às tendências para tomar decisões até que se registe a recuperação da economia», comentou Luís Figueiredo. Em relação ao serviço de transporte marítimo de passageiros e cargas entre ilhas, cuja concessão o grupo ETE detém através da sua participação na Cabo Verde Interilhas, liderada pela Transinsular, Luís Figueiredo anunciou que também sofrerão alterações.

O administrador da Transinsular assegurou, no entanto, que «a qualidade» neste transporte vai permanecer inalterada, ficando o investimento no desenvolvimento para quando a economia der os primeiros vestígios sólidos de recuperação. Por agora, o transporte marítimo de passageiros entre as ilhas do arquipélago está suspenso, ao contrário das carga, que, consoante as necessidades, continuará com viagens mais intervaladas.

Recorde-se que a CV Interilhas assumiu em 2019 a concessão do transporte marítimo de passageiros e carga, por 20 anos, após concurso público internacional lançado pelo Governo cabo-verdiano. A empresa é liderada pelo grupo português ETE, através da Transinsular, que detém 51%.

Com Lusa

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