Crescimento condicionado desde o início de 2019 força PSA Sines a «ajustar número de trabalhadores»

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Através de uma missiva à qual a Revista Cargo teve esta manhã acesso, a PSA Sines revelou que, face a «uma sequência de eventos» que desde o arranque de 2019 tem vindo a condicionar «fortemente» o percurso de crescimento do Terminal XXI verificado nos últimos anos, se viu forçada a «ajustar o número de trabalhadores necessários para garantir uma operação actualmente muito inferior ao esperado».

Ora, esta medida resultou na não renovação do vínculo laboral de aproximadamente 100 trabalhadores no decorrer dos últimos meses, revelou a própria PSA Sines. Frisa a empresa que a uma expectativa de movimentação de carga na ordem dos 1,1 milhões de TEU até Julho deste ano, correspondeu, afinal, a uma realidade bem abaixo do esperado: 800 mil TEU nos primeiros sete meses do ano.

«Esta situação, motivada por diversas ocorrências, que vão desde questões meteorológicas, de operação, de instabilidade social e sem esquecer que os portos concorrentes na região mediterrânica, que capitalizam sempre que Sines tem problemas, obrigou a PSA Sines a ajustar o número de trabalhadores», explicou a empresa que gere o terminal de contentores do porto alentejano.

PSA Sines lembra que se tornou «no maior empregador da região»

Ainda assim, a PSA Sines sublinha que acredita que o porto tem «o potencial necessário para continuar o seu desenvolvimento até se tornar em um hub de transhipment para a região mediterrânica», daí ter investido cerca de 300 milhões de euros no «desenvolvimento e expansão» do terminal. Neste gradual progresso, lembra a PSA Sines, «o número de trabalhadores cresceu consideravelmente nos últimos 5 anos».

Neste período, o contingente de trabalhadores duplicou, passando de aproximadamente 500 em 2014 para o milhar actualmente, evolução que transformou a PSA Sines «no maior empregador da região». A empresa constata «a melhoria de benefícios atribuídos aos trabalhadores», derivada de um «esquema de progressão de carreira que permite um aumento salarial anual automático de 6% (média) + inflação».

A juntar a isto, lembra a operadora, o cenário laboral no Terminal XXI foi incrementado com a redução da carga horária «de 40 para 37 horas, sem qualquer impacto/redução» nos salários – este declaração da PSA Sines chega na sequência do aprofundar da cisão entre a empresa e os trabalhadores afectos ao Sindicato XXI, que entraram em greve no passado dia 12 de Agosto (às três últimas horas de cada turno).

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