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«Crescimento exponencial»: contentores já representam 50% do volume de negócios da Medway

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A Medway faz quatro anos de actividade e assinalou hoje esse marco reunindo-se com a comunicação social para analisar e avaliar a sua evolução desde a privatização – processo que arrancou em 2015 – da CP Carga. «Entendemos que era altura de prestarmos contas ao país, daquilo que foi feito, do estado em que nos encontramos, para que o país possa avaliar se foi uma boa decisão, se este movimento foi positivo e o que se ganhou com isso», introduziu Carlos Vasconcelos, presidente do Conselho de Administração da empresa ferroviária, que pertence ao Grupo MSC.

Carlos Vasconcelos fez o balanço de quatro anos de Medway

Carlos Vasconcelos fez o resumo do trajecto da Medway desde 2015 (enfatizando a evolução financeira e operacional da empresa), dando destaque ao «momento importante» da «aquisição das quatro locomotivas interoperáveis», em Maio de 2016 – o inaugural investimento que serviu de impulso para um trilho de progresso. «Em Janeiro de 2018 iniciámos os primeiros serviços em Espanha. Nesse mesmo ano fechámos acordo com treze dos catorze sindicatos que representam os nossos trabalhadores», comentou o presidente da empresa.

«Avançámos com o projecto de investimento do maior terminal que irá ser construído em Portugal, na zona de Famalicão. Já este ano comprámos as primeiras 54 caixas móveis para os novos serviços, adquirimos dois locotractores e começámos os cursos de maquinistas em Espanha. A Medway Training já vai no segundo curso de maquinistas espanhóis», detalhou Carlos Vasconcelos, durante a fase de apresentação do balanço da empresa durante os seus quatros anos de actividade, focando-se, de seguida, na performance financeira.

«Conseguimos reduzir a dívida para cerca de metade; o prejuízo da empresa, que em 2015 foi de 12 milhões, ficou em 2013 mil em 2018. O crescimento das receitas atingiu o ano passado 79 milhões. Na actividade, tivemos uma redução da tonelagem (-12%), que tem a ver com três factores muito relevantes: a diminuição do carvão, que tem um poder significativo na nossa operação; a perda no cimento, que teve uma redução drástica, uma vez que o país deixou de exportar como exportava, devido à crise dos países do Norte de África; e o crescimento exponencial dos contentores, que na relação com a tonelagem têm um peso menor que as outras cargas, nomeadamente os granéis, que são muito pesados».

Contentores cresceram 28% (TEU) em quatro anos

Neste contexto analítico, Carlos Vasconcelos enalteceu o «crescimento de 28% em quatro anos nos contentores», em termos de TEU. «O número de quilómetros também aumentou, assim como o número de comboios (+12%). Este aumento tem outra componente: o aumento da dimensão dos comboios, uma vez que fazemos hoje mais comboios maiores do que se fazia em 2015. No panorama geral da distribuição das cargas, os contentores representam já 50% do nosso volume de negócios, quando, em 2015, representavam apenas 22%. Trata-se de um crescimento exponencial que nos permitiu, no ano passado, ultrapassar os 420 mil TEU. É um segmento que está com grande potencial, tem tido uma boa dinâmica e continua a ter uma boa perspectiva de crescimento», explicou o presidente executivo da transportadora ferroviária de mercadorias.

Aposta na contratação de novos colaboradores

«Nestes quatro anos já efectuámos investimentos 25,4 milhões», frisou, dando também ênfase ao recrutamento de novos profissionais e à aposta da Medway na vertente «que mais importa»: as pessoas. «Já estamos numa fase de contratação. Esperamos, no final de Setembro, contratar mais 70 colaboradores. Mas, até final do ano, haverá mais contratações», adiantou aos jornalistas presentes.

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