José Crespo de Carvalho Nova

José Crespo de Carvalho analisou metamorfose da Supply Chain em conferência de sucesso

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O Campus da Nova School of Business & Economics, em Carcavelos, foi ontem (dia 12 de Julho) palco da conferência ‘Are We Seeing the End of the Supply Chain Management?’, que teve o condão de reunir várias personalidades do universo da Logística em torno de uma temática que não é menos que incontornável nos dias que correm: qual será o futuro da cadeia logística? E de que forma as transformações digitais poderão moldar a sua própria desintegração, tal qual a conhecemos, revolucionando todo o seu ADN e originando um novo conceito logístico?



José Crespo de Carvalho abriu sessão e aguçou o interesse da plateia

A abertura da sessão ficou a cargo de José Crespo de Carvalho, professor catedrático e coordenador académico na Nova Business School. Introduzindo o tema central, o especialista enquadrou o título da conferência: um artigo da Harvard Business Review lançou a pergunta, e a iniciativa da Nova SBE tentou encontrar respostas para um tópico que promete dar que falar durante as próximas décadas. «Somos colocados perante um trade-off: servir mais mas com menos custos», começou por explicar.

«Queremos servir mais mas queremos reduzir stock através da tecnologia, de tarefas repetitivas e de afinações». Neste contexto, afirmou José Crespo de Carvalho que «é absolutamente pungente» abraçar a automação e a sua consequente eficiência, mas, alertou, ao analisar o foco operacional, que «não vale a pena focarmo-nos somente a jusante; para fazermos melhor temos também de integrar o upstream», rumo a uma cadeia de abastecimento «mais completa e estendida». «Temos de trabalhar a lógica da eficiência, mas também temos de ser eficazes», declarou.

Rumo a uma «constelação de empresas» focada na vertente dos serviços

Construindo uma analogia com recurso ao reino animal, o professor catedrático afirmou ser preciso «correr de forma inteligente e de forma integrada», num ambiente funcional de «maior partilha e maior lógica integrativa: «devemos sempre escolher bem com que queremos ‘correr’» explicou. «Isto resume boa parte do que é a Supply Chain, o coração da operação das empresas». O futuro, inferiu, traz-nos uma mutação da Supply Chain tradicional rumo a uma «constelação de empresas», uma interligação orientada para os serviços.

Poderá, então, a Supply Chain estar «obsoleta» dentro de 5 a 10 anos? As análises multiplicam-se à medida que as transformações tecnológicas materializam uma cadeia logística «auto-regulada nos workflows», dotada de uma «gestão end-to-end sem grande intervenção humana» e capaz de, devido ao recurso à Big Data, real time data e às torres de controlo digital (centros nervosos que serão os corações das operações), substituir o capital humano por uma fluência de processos autónomos que se auto-regulam, interpretam dados e definem padrões de actuação.

A Supply Chain do futuro faz de nós «seres digitais» no presente

«Os novos interfaces tornam-nos seres digitais também», e, com uma miríade de progressos tecnológicos (como a impressão 3D, a realidade aumentada, as análises preditivas possibilitadas pela Big Data ou tracking), assistimos a uma autêntica «mimetização das nossas funções cerebrais», mas de teor frio, totalmente focado nos resultados. A eloquente apresentação de José Crespo de Carvalho terminou com a pergunta que obriga a uma reflexão, não apenas sobre o âmago da Logística, mas também sobre o papel humano na sua metamorfose: «Teremos futuro»?

Para responder a essa pergunta, a Nova BSE reuniu António Belmar da Costa (Secretário Geral da AGEPOR) , Afonso Almeida (CEO da Agro Merchants), Jorge Marques dos Santos (Presidente IPQ/CTCV) e José Costa Faria (Director comercial e de Marketing da GEFCO) para um debate instrutivo perante uma sala repleta. Em cima da mesa esteve o tema da omnipresença do progresso tecnológico, a concertação da evolução digital com o elemento humano e o alcance da disrupção que assistimos nas cadeias logísticas do presente.



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