CTT de olhos no futuro, vivem «período de transição» face a «digitalização intensa»

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Para os CTT, 2020 será um ano carregado de simbolismo: a comemoração dos 500 anos do correio, aliada ao fim do contrato de concessão com o Estado, pintam o presente de ano de metas nunca antes vividas pela empresa. Sob a égide da digitalização e do progresso do e-commerce, os CTT abraçam um período de transição – uma metamorfose que já se encontra em andamento e que preparará a empresa para os novos desafios logísticos. No passado dia 14, à margem da inauguração de novas máquinas de tratamento de correio, o Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações elogiou o caminho já traçado pelos CTT na busca pela adaptação aos novos moldes das entregas de encomendas.

Adaptação é a chave: CTT enfrentam «digitalização intensa»

Em pleno Centro de Produção e Logística sul dos CTT, Alberto Souto Miranda felicitou João Bento (presidente dos CTT) pelos esforços da empresa neste «período de transição», imperativo para o desenvolvimento do serviço prestado. «É uma certeza que posso afirmar sem grandes riscos: nos tempos que correm, com a digitalização que vivemos, não mudar é regredir. Ficar parado é regredir. Os CTT são confrontados, nestes tempos, com este fenómeno de uma digitalização muito intensa que está a dominar as nossas vidas, que mudou a nossa forma de viver e de comunicar. E sendo o negócio histórico dos CTT a comunicação entre as pessoas, obviamente que tinha de mudar», declarou Souto Miranda.

«É uma certeza que, obviamente, traz problemas de transição», salientou, vincando outra certeza: a de que o Estado «tem a certeza de que, quer as pessoas que acompanham esta transformação, quer aquelas que, por razões de formação ou de idade, se mantêm na era pré-digital, todas tem direito a uma comunicação – e o serviço de correios tem de servir todos por igual. Isto implica que a capacidade dos CTT gerirem esta transição (de territórios, de modelos de negócio e de pessoas) esteja munida de muita inteligência», disse, elogiando os CTT por trilharem um caminho «que respeita justamente a realidade do país», que é heterogénea e que se desenvolve a diferentes velocidades.

Parceria com o Estado no novo contrato de concessão é «fortemente provável»

No contexto do término do contrato de concessão existente entre a empresa e os CTT, o Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações adiantou que «é fortemente provável que os CTT venham a ser parceiro do Estado na nova concessão do serviço de correio», lembrando, contudo, que é essencial «respeitar as regras da contratação pública». Para Alberto Souto Miranda, «seria saudável que o serviço universal se mantivesse igual, mas adaptado às novas realidades e necessidades» – o desafio agora é o de «definir quais vão ser as novas prestações do serviço público universal» e «quais a exigências de qualidade» e o inerente tipo de financiamento. «A nossa preocupação é que não haja hiatos entre o fim deste contrato e o início próximo» sendo «o fim do ano a data que não queremos que seja ultrapassada», afiançou aos jornalistas.

O representante do Executivo frisou ainda que os CTT são uma empresa «que sempre teve noção de qual era o sentido do futuro», enaltecendo a importância do famoso Centro de Produção e Logística sul dos CTT, tido como um «centro nevrálgico» para as ambições da empresa, pode onde passa grande parte da comunicação do país, salientou ainda, ao discursar após visita guiada às infra-estruturas localizadas em Cabo Ruivo, Lisboa.

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