Curto ‘orderbook’ poderá acelerar recuperação do Shipping contentorizado no pós-COVID-19

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O vírus, depois o medo, depois o confinamento generalizado e, por fim, o balanço – preliminar – no horizonte: más notícias, adivinham, com segurança, as consultoras e os especialistas. Segundo a Clarksons, espera-se uma quebra homóloga de -11% no transporte marítimo contentorizado em 2020, que poderá ainda ser acentuada, conforme a evolução da esperada retoma no pós-COVID-19. Os dados do ITF prevêem que o sector seja abalado por várias falências em 2021 e 2022, existindo a real possibilidade de os governos serem tentados a resgatar algumas companhias.

Mar turvo, é certo: mas nem tudo são más notícias

Mas nem tudo serão más notícias. Muitos são os analistas que comparam esta nova crise com a de 2008 (de índole financeira), mas quase todos discordam da configuração do processo de recuperação, que, desta vez, não será em «forma de V». Se nos focarmos apenas no Shipping contentorizado, encontramos cruciais diferenças entre o prisma de 2008 e o actual: no primeiro cenário, a lista de encomendas de novos navios correspondia a cerca de 50% da capacidade global, facto que atrapalhou decisivamente a recuperação económica do sector.

Algo que está longe de acontecer em 2020: com um registo recordista de apenas 0,2% da capacidade global da frota materializada no portefólio de encomendas, o sector encontra-se bem distante do enquadramento negativo que travou a recuperação de 2008 em diante. Se, na altura, a vasta porção de navios que entrou no mercado abalou o necessário equilíbrio entre a oferta e a procura, hoje em dia, tal ameaça está fora dos planos. É neste contexto analítico, defendido por Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd, que o Shipping concentrar a sua esperança e confiança.

Contexto actual ajudará na celeridade da recuperação do Shipping contentorizado

A este cenário actual, muito originado pela contenção disciplinada que os armadores abraçaram desde o fatídico ano de 2016 (em que uma das maiores companhias marítimas abriu falência, a Hanjin Shipping), junta-se um elevado índice de navios ‘estacionados’ e muitos outros em processo de adaptação e retrofitting (para colocação de scrubbers na sequência da nova regulamentação ambiental da IMO): ingredientes que criam o ideal cenário de equilíbrio entre procura e oferta, capaz de acelerar uma potencial recuperação económica do sector.

Em conferência aberta, realizada nesta Quarta-feira (dia 6 de Maio), o CEO do armador alemão mostrou-se confiante numa ágil recuperação do Shipping no período pós-COVID-19, afiançando que a Hapag-Lloyd está preparada para lidar com as dificuldades impostas pela pandemia. Até agora, reportou o CEO, a transportadora marítima não reportou qualquer caso de infecção a bordo dos seus navios.

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