Dados da AMT: contentores recuam -4,3% (TEU) entre Janeiro e Agosto

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Os dados sobre a movimentação de cargas nos portos do Continente nos primeiros oito meses do presente ano, hoje disponibilizados pela AMT, continuam a ter destaque nas manchetes da Revista Cargo – agora, com enfoque específico no comportamento da carga contentorizada, que obteve uma movimentação de 1,98 milhões de TEU entre Janeiro e Agosto.

Dados da AMT: contentores recuam -4,3% (medidos em TEU) entre Janeiro e Agosto

Segundo revelou a AMT, o comportamento do segmento dos contentores na janela temporal Janeiro-Agosto «é caracterizado por um recuo de -3,5% em número de unidades e de -4,3% em TEU, determinado essencialmente pelo desempenho dos portos de Sines e de Lisboa». Os dois portos, ressalva a AMT, «perderam respectivamente -52 e -29,5 mil TEU,  a que estão associados decréscimos de -4,3% e -8,9%». Setúbal registou igualmente perdas homólogas, (-3,6%): aliás, apenas Leixões (+0,3) fugiu à variação negativa generalizada.

Decréscimo em Lisboa não é alheio às «perturbações laborais» vividas no porto da capital

A este comportamento negativo não são alheias, frisa o documento da AMT, «as perturbações laborais» que têm marcado os últimos meses das operações portuárias no porto da capital, causadas pela luta sindical encabeçada pelo SEAL (recorde-se que o sindicato estendeu a paralisação ao trabalho suplementar até 1 de Janeiro de 2019). O resultado, acrescenta a AMT, é a «procura de outros portos por parte dos armadores».

Porto de Sines mantém liderança inatacável no segmento, com 57,8% da quota nacional

O Porto de Sines, assinala também o documento da AMT, mantém a liderança nacional deste segmento de mercado, «com uma quota de 57,8%, ficando apenas aquém do valor homólogo de 2017 em -0,1 pontos percentuais». Em segundo lugar vem o Porto de Leixões, com uma quota de 21,2%; o Porto de Lisboa cedeu 0,8% e ficou-se pelos 15,3%. Já o Porto de Setúbal manteve a sua quota de 5% e Figueira da Foz, após uma quebra de -14,1% decresceu «a sua simbólica expressão para 0,7%».

 

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