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DGRM anuncia reforço das regras para o controlo do enxofre no transporte marítimo

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A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) informou, através de um comunicado, que foram reforçadas as regras para o controlo de emissões de enxofre no transporte marítimo, através da publicação do Decreto-Lei n.º 106/2021, de 3 de Dezembro, relativo aos limites do teor de enxofre de certos tipos de combustíveis navais e ao regime contra-ordenacional aplicável.

Recorde-se que o Anexo VI da Convenção MARPOL veio impor, a partir de 1 de Janeiro de 2020, os novos limites de teor de enxofre de 0.5% m/m (massa/massa) para a navegação em geral e 0,1% nas zonas de controlo de emissões, nos portos e fundeadouros para estadias superiores a duas horas, matéria reforçada pela Directiva 2012/33/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Novembro de 2012.

Antes, os navios tinham como limite 3,5% de teor de enxofre na navegação. Com esta redução dos limites de enxofre, foram fortemente reduzidas as emissões de NOx e SOx, bastantes prejudicais para a saúde humana e para o meio ambiente em geral. Com o diploma agora publicado, é fixado o regime contra-ordenacional sobre o controlo do enxofre nos combustíveis, funcionando, desde logo, como «elemento dissuasor para evitar incumprimentos e efectivamente actuar sobre as situações reais de incumprimento detectadas, estabelecendo diferentes níveis de coimas em função da gravidade da situação detectada, podendo mesmo levar à inibição da operação do navio», explicitou a DGRM.

DGRM realça contundência da luta contra as emissões poluentes

O diploma estabelece um adequado modelo de actuação e fiscalização entre a DGRM, as Entidades da Energia, as Autoridades Portuárias e as Regiões Autónomas, promovendo igualmente a simplificação de procedimentos e a desmaterialização dos mesmos, nomeadamente pelo uso da Janela Única Logística. «Com este diploma é dado mais um passo no caminho progressivo de controlo das emissões dos navios, actuando-se de forma contundente na redução das emissões de óxidos de enxofre e dos óxidos de azoto resultantes da combustão dos combustíveis navais e, consequentemente, minorando os seus efeitos nocivos», detalhou ainda a DGRM, no comunicado ao qual a Revista Cargo teve acesso.

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