Diogo Marecos (Yilport) levanta véu sobre instalação de ‘Global Logistics Center’ e modernização dos terminais

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O 21º Congresso da APLOG continua a dar que falar, ou não fosse um dos eventos mais famigerados do ano no sector da Logística. A Revista Cargo cobriu intensivamente o congresso e traz-lhe até si a reportagem sobre o painel ‘Shipping and Ports 4.0’, que contou com a moderação de Miguel Marques e as participações de Marinho Dias, Vieira dos Santos, Gonçalo Delgado, António Gameiro e Diogo Marecos.

É sobre as intervenções de Diogo Marecos que a presente reportagem incide, dando assim foco às declarações do administrador dos terminais de contentores de Leixões e Lisboa, detidos pela Yilport, holding que integra o Grupo Yildirim. «Somos um operador novo em Portugal», introduziu Diogo Marecos, que usou os primeiros minutos para apresentar a potência portuária turca que «fez um investimento muito grande» em Portugal e que se encontra «a organizar a casa», dois anos depois da «aquisição do negócio da Tertir».

Diogo Marecos sublinhou ambição global da Yilport: «Queremos estar no ‘top-10’ até 2025»

«Pertencemos ao Grupo Yildirim, que é a nossa casa mãe, que tem negócios em cinco continentes», declarou, esclarecendo que o grupo de capitais turcos aposta na «Energia, fertilizantes, minas, carvão, construção naval, e claro, terminais portuários. A peça parte do negócio está com a Yilport Holding, foi quem fez a aquisição do portefólio em Portugal», explicitou, puxando dos galões: «Temos uma estratégia de crescimento muito sólida e somos, neste momento, o 12º maior operador portuário mundial e queremos estar no ‘top-10’ até 2025».

Holding planeia investimentos para modernizar terminais em Portugal, adiantou

A Yilport tem denotado um crescimento exponencial ao longo dos últimos anos, como atestaram as palavras de Diogo Marecos: «Em 2018 «apresentámos uma capacidade de 10 milhões de TEU», contando para tal com «um portefólio de 20 terminais» actualmente. Este crescimento passa, em larga escala, por Portugal: «Na nossa estratégia de crescimento, existe algo que Portugal tem, e que teimámos em não querer aproveitar: temos um capital de conhecimento que é fabuloso» – ora, a Yilport não hesitará em apostar nesse potencial luso.

«Durante muito tempo não prestámos atenção, mas de facto tínhamos uma situação geográfica fabulosa que nos põe à disposição de estarmos tão próximos de África como da América Latina. Foi essa a aposta que fizemos para termos um portefólio grande», explicou Diogo Marecos, lembrando que a Yilport controla vários terminais, «sendo que os desafios são enormes». Para ultrapassar tais desafios, vislumbra no horizonte novos investimentos para modernizar as infra-estruturas portuárias lusas.

«Temos um plano de investimento – estamos a falar com as autoridades portuárias – muito grande. Para a nossa estratégia queremos modernizar os nossos terminais, por onde entram e saem as exportações», sem esquecer o fomento da cooperação entre a empresa turca e os donos das cargas e as autoridades portuárias.

Yilport implementará Centro Logístico Global em Portugal

Apesar de descrever a Yilport como uma «newcomer» no cenário marítimo-portuário luso, a verdade é que a holding está decidida a manter «a aposta muito grande em Portugal», em grande parte através da implementação de um conceito próprio da Yilport: «o nosso Global Logistics Center», afirmou, reforçando a revelação feita, na Portugal Shipping Week, por Christian Blauert, CEO da companhia. O que é, então, o Global Logistics Center?

Diogo Marecos explicou: «Consiste em termos, num único local, um centro de operações remotas, no qual é feito todo o planeamento e controlo das operações através de sistemas informáticos».

A digitalização no Shipping e a segurança dos dados: «O paradigma mudou»

A segunda metade da intervenção de Diogo Marecos versou sobre a digitalização no âmbito das operações portuárias e do transporte marítimo: «O shipping tem algo curioso: todos os dias lidamos com diferentes regulamentações, diferentes países e sistemas políticos. Essa capacidade de adaptação tem de ser decidida no imediato. A digitalização entra aqui de uma forma muito positiva: compactarmos os sistemas de tratamento e simplificação de informação é muito importante para qualquer operador. Mas traz-nos outros desafios: têm de ser sistemas robustos, temos de ter planos de contingência», dissertou.

«O paradigma mudou: se há 50 anos os operadores eram responsáveis apenas pela segurança de pessoas e cargas, hoje em dia a complexidade agravou-se – é também responsável pela segurança dos dados, da informação que recebemos, tratamos e transmitimos», comentou. Entre chances e ameaças, impõe-se um desiderato primordial: «Aproximar a teoria da prática e seguir a carga desde o local onde ela é acondicionada até ao cliente final, com todos os stakeholders pelo meio».

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