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Director-geral do TCL: «Há poucos portos que façam os tempos e a produtividade que nós temos»

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À medida que se consolida o poderio nacional do Porto de Leixões, assente em uma produtividade constante que vem catapultando a plataforma nortenha para a ribalta, cresce o interesse em conhecer melhor um dos portos referência em termos de tráfego import-export. Em entrevista ao Jornal de Negócios, Nuno David Silva, director-geral do TCL, analisou a evolução da movimentação portuária na concessionária e as perspectivas futuras.

«Porto de Leixões ganhou muita eficiência»

«Há poucos portos que façam os tempos e a produtividade que nós temos. Foi uma das grandes evoluções do Porto de Leixões nos últimos 15 anos. Os portos são geralmente considerados bottleneck – a zona onde a transferência de carga estrangula – e nisso o Porto de Leixões ganhou muita eficiência. Conseguimos este ganho porque o processo aduaneiro, de ligação com a comunidade e autoridade portuária, está totalmente digitalizado», explicou.

Novo accionista trouxe nova filosofia de trabalho

A chegada de novos accionistas, em 2016, providenciou novo fulgor e uma nova filosofia a uma máquina já de si bem oleada: «Esta empresa tem os seus próprios padrões e métodos que implementa em todos os terminais», afirmou, falando da turca Yilport, que «utiliza o sistema conhecido por Terminal Breaking System, o Navis, que é o melhor sistema operativo a nível mundial e que vai implementar aqui em Leixões» comentou.

Além da tecnologia de gestão de terminais, a Yilport aposta também em novas abordagens à estruturação do trabalho: «tem um método de trabalho diferente para gerir os seus terminais: se antes trabalhávamos quase de forma independente, hoje trabalhamos de forma colaborativa, ao partilhar as melhores práticas, procedimentos e ideias», referiu Nuno David Silva ao ‘Jornal de Negócios’.

Investir é prioridade para não haver perda de competitividade face a Sines, Vigo ou Lisboa

Qual o grande desafio do Porto de Leixões actualmente? Investir para crescer, e, consequentemente, ser capaz de albergar os novos (e cada vez maiores) navios – uma mensagem também reiterada pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. «Se este investimento não for feito começamos a perder competitividade para portos como o de Vigo, de Lisboa, de Sines», explicou o director-geral do TCL. É neste contexto que surge a urgência do investimento.

Director-geral do TCL prevê «crescimento de 2%»

O projecto que dará corpo à reconversão do Terminal de Contentores Sul (um investimento de 43,4 milhões) já foi apresentado e é tido como «fundamental» para Nuno David Silva: «O Porto de Leixões está a trabalhar há alguns anos acima da sua capacidade de movimentação de contentores. Por isso estamos a fazer as obras para ter mais espaço de armazenagem de contentores», afirmou.

Este incremento permitirá, explicou, «um crescimento de capacidade até às 850 mil TEU. O nosso crescimento do negócio vai depender muito da evolução económica, mas a nossa estimativa é que seja um crescimento de 2%
já para o final de 2019», adiantou ainda o responsável.

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