«Disrupção» reinante e navios «no limite»: faltam equipamentos e trabalhadores portuários

Marítimo Comentários fechados em «Disrupção» reinante e navios «no limite»: faltam equipamentos e trabalhadores portuários 529
Tempo de Leitura: 2 minutos

Diogo Vaz Marecos, regional manager da operadora portuária Yilport, responsável pelo território nacional, marcou presença no último Congresso da APAT, e, em declarações ao ‘Expresso‘, analisou o «momento de disrupção» que o comércio global atravessa. O responsável frisou que existe falta de equipamento (nomeadamente contentores) e de trabalhadores marítimos para fazer face às assimetrias estruturais e logísticas.

Shipping global vive «momento de disrupção», vinca Diogo Vaz Marecos

«Estamos, de facto, a viver um momento de disrupção. Falta-nos equipamento (contentores estão em portos onde não deviam estar), faltam trabalhadores marítimos para completar as tripulações dos navios que fazem o transporte de mercadoria. Os navios que estão a operar vêm cada vez mais cheios e estão também no limite da sua capacidade. Portanto, temos falta de navios no próprio mercado», começou por analisar.

Todas estas desconexões criam um ecossistema de disrupções que acaba por encarecer os fretes, e, consequentemente, os produtos. «Os custos têm vindo a subir de forma galopante: tudo isto traz-nos desafios grandes e vai encarecer o custo final, junto do consumidor, dos produtos que as cadeias logísticas transportam», explicou Diogo Vaz Marecos, apontando ainda o dedo à falta de soluções 24/7 nos portos.

navios carta

«Temos, ainda, diferenças entre os portos de origem e os portos de destino: muitos dos portos americanos não têm tido capacidade de recepção das mercadorias, até por uma questão de organização laboral. Enquanto que os portos de origem na China trabalham 24 horas por dia, os portos americanos, até há cerca de duas semanas, não o estavam a fazer. Ainda hoje, em Portugal, nem todos os portos trabalham 24 horas por dia, e, portanto, isto tudo junto faz com que as cadeias estejam sob uma pressão grande, e temos de encontrar soluções», detalhou o responsável da Yilport em Portugal.

De que forma poderão, então, ser estes problemas solucionados? «As soluções passam por aumentarmos a nossa capacidade de produção do equipamento que é necessário (mais contentores), pela deslocalização dos contentores para os sítios onde eles são precisos, na fabricação de novos navios – é sempre importante – e na adaptação das organizações que operam estas cargas, passando a operar numa infra-estrutura que em de servir as populações 365 dias por ano e 24 horas por dia. Os desafios que temos pela frente têm de ser enfrentados de forma conjunta para que consigamos, em tempo útil, entregar os produtos a quem deles precisa», rematou, ao semanário, Diogo Vaz Marecos.

Fonte: Expresso

Author

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com