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Drewry afasta receios de falta de contentores em 2018

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Perante generalizados receios de que 2018 possa assistir a uma falha no volume de contentores disponíveis, a analista londrina Drewry Shipping veio a terreiro dissipar os medos, avançando que o equilíbrio entre a oferta e a procura será encontrado de modo permanente, através de ajustamentos na produção de contentores à medida que os picos de procura se intensificam.



De facto, vários indicadores apontam para uma incontornável dificuldade da indústria em acompanhar a par e passo o ritmo da procura em 2018 – para os carregadores, que enchem os contentores com os seus produtos, esse cenário de falta de equipamento é totalmente preocupante, com o problema acrescido do mais que provável aumento do preço do frete em caso de escassez de contentores.

Regulamentações introduzidas em Abril são factor adicional de preocupação

O problema parece estar (também) ligado às novas regulamentações introduzidas em Abril deste ano: as novas directrizes obrigam os fabricantes de contentores a utilizar tintas à base de água em vez dos convencionais revestimentos à base de solvente, um novo procedimento que implica maior tempo de secagem no húmido frio do Inverno chinês. Tal leva a entrega mais lentas e congestionamentos.

De facto, aponta a Drewry, os novos regulamentos podem ser um elemento perturbador nas regiões chinesas, e as consequências poderão atingir cerca de 60% da capacidade global. Ora, sendo expectável uma procura forte em 2018, é natural que os receios se multipliquem no seio da comunidade de carregadores, transitários, operadores marítimos e comerciais. No entanto, a Drewry prevê ajustamentos constantes em vez de ataques de pânico baseados em ímpetos de compra antecipada.

Empresas não anteviram recuperação dos últimos 12 meses, aponta a Drewry

«As empresas de leasing e os carregadores tiraram os olhos da bola durante 2016, respondendo à queda do comércio de contentores desde 2013, não antevendo a recuperação presenciada nos últimos 12 meses. Têm corrido atrás do prejuízo desde então, mas tal não tem sido uma disputa indigna: eles sabem que os picos de carga podem ser transitórios e estão a conter as suas apostas em vez de comprarem em pânico», comenta a analista.

«Se houver uma contracção da oferta, as empresas de leasing terão mais alcance para manterem em sua posse as unidades antigas em vez de as condenarem à sucata, assim expandindo artificialmente a oferta. Esses contentores terão, eventualmente, de ir parar à sucata, mas estamos perante uma contracção da procura num curto prazo e não perante um cenário de crise a longo prazo», acrescentou a analista londrina.



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