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Drewry critica sobretaxas de ‘bunkering’ e não tem dúvida: carregadores sairão prejudicados

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A consultora britânica Drewry juntou a sua voz à dos carregadores na crítica à imposição das sobretaxas de emergência sobre o bunkering, levadas a cabo pelas maiores referências do transporte marítimo internacional. Para a consultora londrina, a prioridade das operadoras marítimas deveria ser o controlo dos custos e não o aumento da factura aplicada aos carregadores, os que mais sairão prejudicados, explicou.



Esta análise surge na sequência dos sucessivos anúncios de imposição de sobretaxas que permitam às operadoras mitigarem as consequências dos galopantes preços dos combustíveis – MSC abriu as hostilidades, seguiram-se a CMA CGM e a Maersk Line. Ontem, em outro esclarecimento aos clientes, foi a vez da nipónica ONE revelar que também irá ‘penalizar’ o mercado, passando boa parte da factura para os carregadores.

Transportadoras ‘carregam’ sobre os carregadores e Drewry deixa crítica frontal

Para a Drewry, estas decisões irão prejudicar fortemente os pequenos e médios carregadores, podendo, até, afectar indirectamente os volumes transportados. Apesar de admitir a insustentabilidade da subida dos preços do Brent, argumenta a consultora que as transportadoras de referência têm o dever de evitar essa transferência da factura para os clientes, através de sistemas que permitam domar custos externos.

Lembra ainda a Drewry que é devido precisamente à forma errónea com que o mecanismo BAF (Bunker Adjustment Flutuation) vem sendo aplicado (contextos houve em que os preços ultrapassavam os actuais) que se torna necessário, na óptica das companhias de navegação, aumentar os preços dos fretes com recurso às sobretaxas. Serão os carregadores de menores dimensões a sofrer o ajuste, já que os de maior monta estarão – geralmente – protegidos por cláusulas de excepção nos contratos.

A consultora londrina deixou ainda o último aviso à navegação: caso os preços do bunkering não pararem de subir, a subir, será então tempo das transportadoras marítimas considerarem seriamente a eliminação dos privilégios dos grandes clientes.



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