e-AWB levanta voo: «Alfândega já não é barreira nenhuma», garantiu Mário Ferreira

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A Lufthansa Cargo orgulha-se de encabeçar a revolução digital na indústria da carga aérea, e, durante as duas sessões de workshops realizadas em Lisboa (no passado dia 14), abriu o livro e desvendou, mais uma vez, os caminhos da digitalização no sector, numa altura em que a carta de porte electrónica passará a ser o contrato padrão da indústria. A Revista Cargo não faltou à chamada e, no Hotel Tryp Aeroporto, apanhou, também, o voo do e-AWB.

Os oradores Mário Ferreira (responsável máximo da Lufthansa Cargo em solo português) e Maria Luísa Santos (Consultora de Vendas da Lufthansa Cargo em Portugal) foram os responsáveis pela exposição aprofundada dos eServices disponibilizados pela companhia e pela descrição de um cenário de transformação que o sector atravessa: a desmaterialização e a máxima eficiência administrativa são imperativos da nova era. Mas o desígnio apenas será concretizado se todas as partes envolvidas cooperarem.

«A alfândega já não é barreira nenhuma», garantiu Mário Ferreira

Mário Ferreira

Na equação da implementação da carta de porte electrónica (e-AWB), descrita por Mário Ferreira como o primeiro passo rumo ao paradigma do e-freight, todos os envolvidos contribuem já para o sucesso desta empreitada global – até mesmo a alfândega. «Tive esta discussão há dias, num seminário realizado no Porto: há quem insista na ideia de que a alfândega é uma barreira – minhas senhoras e meus senhores, a alfândega já não é barreira nenhuma», assegurou Mário Ferreira.

«Graças ao senhor Bruno Tomaz e ao empenho da Lufthansa Cargo, as barreiras foram eliminadas, já desde Julho. Desde de 1 de Agosto que a Lufthansa Cargo começou oficialmente com o e-AWB em Portugal. O processo, com o nosso agente de handling é o seguinte: a Portway envia, para um e-mail definido por vocês [transitários], uma guia de aceitação de carga electrónica que vos permite dar início ao processo de exportação. E isto está a funcionar», declarou o responsável, ao mesmo tempo que tecia rasgados elogios ao empenho de Bruno Tomaz Costa.

«Criámos uma relação de confiança» com a alfândega, explicou Bruno Tomaz Costa

Bruno Tomaz Costa

Instado a tomar o dom da palavra, Bruno Tomaz Costa, Cargo Coordinator da Portway, prontificou-se para abordar o tema e responder a quaisquer dúvidas vindas da plateia. Caracterizando o fenómeno ‘digitalizante’ na carga aérea como «um processo de melhoria contínua», o especialista fez da cooperação sistémica trave-mestra do projecto: «A responsabilidade também é vossa: cada vez que ligam, colocam questões, melhoramos em conjunto. A minha dúvida é a vossa dúvida, e, lá vou eu perguntar à alfândega. Assim criámos uma relação de confiança que permitiu, ao longo destes anos, chegar à altura chave e dizer que estamos prontos».

«É um trabalho feito desde 2012. Tudo convergiu numa relação de proximidade com a alfândega. Através de tentativa e erro e de melhoria sistemática, concretizámos este projecto. A responsabilidade é de todos, portanto, devo agradecer também a vossa colaboração», afirmou, deixando ainda um apelo de constante feedback aos transitários: «Transmitam sempre pois isto é uma parceria. Tem de haver comunicação. Trata-se de um trabalho conjunto».

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