Maria Luísa Santos (Lufthansa Cargo): «Sem os transitários não conseguimos implementar o eAWB»

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Para além de Fernando Gomes, da Emirates SkyCargo, quem também esteve no recente evento da MAEIL sobre a evolução da Carta de Porte Electrónica (eAWB) foi Maria Luísa Santos, Consultora de Vendas da Lufthansa Cargo em Portugal.

No depoimento prestado à Revista Cargo, a representante da companhia aérea apresentou uma série de vantagens associadas à digitalização deste processo na carga aérea. E desafiou os transitários para começarem a colaborar com companhias aéreas e companhias de handling nos testes do eAWB.

REVISTA CARGO: Como responsável da Lufthansa Cargo em Portugal, que grandes vantagens identifica na introdução da Carta de Porte Electrónica comparativamente aos procedimentos em papel?

MARIA LUÍSA SANTOS: As grandes vantagens na transmissão electrónica e na implementação do eAWB são a eficiência na transmissão das mensagens, o facto de todo o processo ser muito mais claro com a transmissão das mensagens e com a carta de porte electrónica. E há também, obviamente, uma vertente ecológica que a Lufthansa nunca se pode esquecer, que passa pela poupança de papel. Para além disso, toda a informação a nível mundial fica disponível, fica automaticamente nos sistemas e, portanto, torna tudo muito mais claro.

Na sua intervenção no evento da MAEIL, pediu uma maior colaboração da parte dos players para trabalhar com as companhias aéreas e com a Portway, de forma a testar o sistema. O mercado português ainda está pouco aberto a experimentar o eAWB?

lufthansa cargoÉ isso que está a fazer falta. Nós estamos constantemente no mercado a pedir ajuda porque sem os agentes transitários não conseguimos implementar o processo. Precisamos que todos os agentes no mercado façam transmissões electrónicas e que actualizem os seus sistemas para poderem transmitir electronicamente para as companhias aéreas. Sem essa vontade de iniciar e estar ligado em termos de sistemas informáticos para que exista um fluir de toda a informação, não vamos conseguir implementar o eAWB. Parece que a situação está prestes a ser resolvida entre o agente de handling e a Alfândega. Mas, se não tivermos os players, que entregam cargas todos os dias no aeroporto, disponíveis para fazer transmissões, garantindo que essa transmissão seja feita com qualidade, não poderemos verdadeiramente avançar com o eAWB.

A segurança de todos os processos é uma das principais armas do eAWB?

Eu diria que a segurança é uma das principais vantagens. Todas as informações que são passadas automaticamente, sem intermediários no tratamento dessa informação, só traz mais segurança. Claro que todos os players têm de ter presente que, apesar de haver um custo inicial para colocar os sistemas informáticos a 100%, o processo vai invariavelmente significar uma redução de custos, de tempo, de trabalho, para além de uma redução de custos com papel, entre outras reduções a longo prazo. Ao mesmo tempo, haverá esse aumento de segurança.

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