Electrificação dos portos lusos é ainda «insuficiente», diz o TdC; Sines é a excepção

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Quem o diz é o Tribunal de Contas (TdC): os portos portugueses não estão ainda apetrechados devidamente para a electrificação da economia e para desempenharem o seu papel na transição energética – a excepção é, actualmente, o Porto de Sines.

Segundo uma auditoria executada pelo TdC à Qualidade do Ar em Portugal (divulgada no passado dia 24), no Douro, Leixões, Viana do Castelo, Lisboa e Algarve «a preparação dos portos portugueses para a alimentação de electricidade, a partir da rede de terra, aos navios atracados é insuficiente». A dita «insuficiência» tem sobretudo em conta que os navios atracados — especialmente os de cruzeiro — são uma grande fonte de poluição atmosférica.

O relatório da auditoria diz que em oito horas de escala no porto, um cruzeiro emite 1,2 toneladas de óxidos de azoto e 30 kg de partículas em suspensão. Em causa, explica o documento, está o facto de o Governo não ter ainda publicado a respectiva regulamentação. «Apesar de o Decreto-Lei nº 60/2017 estabelecer que as instalações destinadas ao fornecimento de electricidade ao transporte marítimo devem obedecer a especificações técnicas estabelecidas em despacho do Director-geral de Energia e Geologia, ainda não foi publicada essa regulamentação, não tendo a Direcção-Geral de Energia e Geologia desenvolvido qualquer acção nesta matéria», salienta o Tribunal de Contas.

Porto de Sines mais avançado no dossier da electrificação

«Apesar das elevadas emissões de poluentes atmosféricos pelos navios nos portos, dos problemas técnicos que o fornecimento de electricidade aos navios implica para a rede de distribuição de electricidade e do calendário estabelecido, a situação em Portugal não tem um desenvolvimento relevante», observa ainda o Tribunal de Contas. A esta tendência foge o Porto de Sines – além da verificação do cumprimento da legislação relativa aos teores de enxofre dos combustíveis e dos equipamentos para limitação de emissões dos navios, a APS monitoriza também a qualidade do ar e tem em curso a elaboração de uma avaliação na área de influência da infra-estrutura portuária alentejana.

No porto encontra-se a decorrer a construção de duas linhas eléctricas de alta tensão (60kV) visando a alimentação da nova sub-estação, que virá multiplicar por seis a capacidade actual. Os projectos de Ampliação do Terminal XXI (3.ª fase) e do novo terminal de contentores estipulam desde logo a construção de infra-estruturas próprias que permitam a instalação de sistemas de fornecimento eléctrico, a partir de terra, aos navios.

Fonte: Eco

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