Empresa sueca Einride testa camiões ‘T-Pod’ remotamente operados

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Os veículos remotamente controlados não mais se cingirão às prateleiras das superfícies comerciais, onde apenas captavam a atenção dos mais novos: os camiões tele-operados estão mesmo prestes a penetrar na realidade logística, para revolucionar o tecido do sector a uma escala global.



Camião remotamente operado a partir de escritório será testado já no Outono

A empresa sueca de transportes Einride encontra-se em fase adiantada de desenvolvimento do T-Pod, um camião que pode ser operado remotamente por um motorista sentado a quilómetros de distância, num escritório. Já neste Outono, uma pessoa será destacada para tele-operar o modelo T-Pod num percurso entre duas instalações logísticas da DB Schenker na cidade sueca de Jonkoping, como parte de um programa-piloto.

Recorde-se que a Einride revelou, no passado mês, o seu T-log, um logging truck autónomo totalmente eléctrico. Mais potente que o T-Pod – o camião autónomo e totalmente eléctrico que Einride revelou no ano passado – o T-log incorpora algumas capacidades off-road e é projectado para navegar em estradas florestais. A empresa espera começar a testar o T-log em vias públicas em 2020.

«As pessoas assumem que a coisa mais difícil dos veículos autónomos é ensiná-los a dirigir com segurança e de forma defensiva, mas essa é a parte fácil», disse Robert Falck, co-fundador da Einride. «O difícil é ensinar-lhes quando e como assumir riscos calculados», adicionou Falck.

O T-Pod é um camião de carga eléctrica que pode controlar-se sozinho na maioria das situações ou, então, ser tele-operado. Usando uma rede 4G, um condutor remoto acede às câmaras do camião e a outros sistemas de direcção para não apenas navegar à distância – em tempo real – mas para controlar até sete veículos de uma só vez.

«A condução autónoma e a tele-operação tornam viável a propulsão a bateria»

«A condução autónoma e a tele-operação são o que tornam viável a propulsão a bateria», comentou Falck. «Em condições normais, as baterias devem ser carregadas a cada 160 quilómetros ou mais. Ter um condutor esperando, inactivo, no entretanto, simplesmente não faz sentido», acrescentou.

O Phantom Auto (sistema tele-operativo) irá tele-operar o T-Pod a partir de um centro de controlo, constituído por vários ecrãs mostrando o que as câmaras do veículo vão captado. Como se estivesse perante um video jogo, o tele-operador senta à frente da multiplicidade de telas e unidades, e, com recurso a um volante, pedais e demais controlo: «Tal e qual como se estivesse dentro de um veículo», explicou Katz disse.

A ausência de uma cabine de motorista «torna-o T-Pod barato de produzir e também lhe dá uma capacidade de carga bem maior», comentou Falck. «O objectivo final é forçar a transição para um sistema de transporte sustentável», rematou.

Veja aqui o vídeo:



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