Filipe Martins

ENTREVISTA com Filipe Martins (Navex): «A forte aposta na formação contínua do grupo ETE foi e é uma mais-valia»

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No passado dia 21 de Agosto, Portugal esteve nas bocas do mundo do Shipping ao ver consagrado Filipe Martins, profissional que integra os quadros da Navex – a distinção de ‘Young Ship Agent’, atribuída pela FONASBA, foi o pretexto ideal para a Revista Cargo chegar à fala com o jovem português, fortemente elogiado pela organização devido à excelência do projecto apresentado.



REVISTA CARGO: Conte-nos, primeiramente, um pouco do seu percurso profissional na Navex e de que forma essa experiência o catapultou para o reconhecimento internacional de que agora é alvo, com a atribuição do prémio da FONASBA?

Filipe Martins: Iniciei-me nesta actividade, na NAVEX, em Dezembro de 1999, contratado como aspirante e dando suporte administrativo nas linhas regulares nacionais quando um conhecimento de embarque chegava a ser composto por 15 páginas e levava mais de 3 carimbos. Ao longo do tempo, fui expandindo conhecimentos e experiência nos diversos departamentos. Sempre mostrei disponibilidade para ajudar os meus colegas e vontade em desenvolver competências.

A forte aposta na formação contínua do grupo ETE foi e é uma mais-valia. Com o suporte de todo um grupo de trabalho e o reconhecimento profissional, tenho á minha responsabilidade a gestão operacional dos portos de Leixões e Viana do Castelo entre outras funções comerciais. Trabalhar dentro do Grupo ETE, numa empresa líder como a NAVEX é por si só um grande orgulho que nos motiva diariamente a dar o nosso melhor e a abraçar qualquer desafio. Este prémio da FONASBA que muito me orgulha partiu disso mesmo.

Poderá desvendar um pouco do conteúdo/visão patente na tese que apresentou e que lhe valeu o prémio de ‘Young Ship Agent’?

Não há segredos a esconder, sendo a nossa actividade bastante transparente. Este ano, o tema principal proposto pela FONASBA para este prémio era “The profession of the ship agent (and or) ship broker in 2025”. Nesta base e perante todo o meu trabalho desenvolvido nos últimos anos dentro da NAVEX, permitiu-me ter toda a confiança para concorrer ao mesmo.

No decorrer do mês de Janeiro preparei um esboço do projecto, apresentando a carta de submissão em 06/02/2018. O trabalho final foi apresentado em 20/06/2018, tendo sido vários meses a trabalhar diariamente. Sendo uma visão pessoal, penso que o titulo por si só diz tudo: “THE 2025 CHALLENGES – ROAD MAP FOR SHIPS AGENT “

A sua análise foi alvo de elogios rasgados por parte da FONASBA – como encara esse reconhecimento?

Sinto-me lisonjeado com um orgulho muito grande – O facto de ter feito esta candidatura/  trabalho foi deveras enriquecedor, ganhá-lo, uma grande honra. Mas ter este reconhecimento é um grande privilégio.

Quão importante pensa ser a influência deste tipo de prémio para o trajecto profissional de um jovem agente de navegação?

Há variáveis muito grandes, contudo ter o mérito e reconhecimento por um prémio destes potencia qualquer carreira profissional e alarga os horizontes. Basta ver o histórico das edições anteriores.

O seu sucesso é também o sucesso, dentro e fora de portas, de Portugal – concorda com esta afirmação? E, assim sendo, considera este seu sucesso importante para alargar os horizontes de quem vive a profissão neste país?

Concordo claro. Os bons sucessos servem sempre de exemplo e motivação a outros – Temos muitos jovens profissionais com extrema capacidade profissional de se aplicarem e atingirem este objectivo.



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