Escalada da guerra comercial pode ser disruptiva para os transitários, alerta a iContainers

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A tensão adensa-se no panorama internacional: a guerra comercial entre os EUA e a China, já dissecada pela Revista Cargo, está a ser um foco de problemas para os transitários, que podem ver a sua situação tremendamente afectada caso a administração de Donald Trump cumpra a ameaça de introduzir tarifas sobre 500 mil milhões de dólares de importações vindas da China, avisou a iContainers.

Por agora, as rotas comerciais com origem na China permanecem activas, pese embora a tensão que actualmente se vive entre as duas potências mundiais. Para se averiguar ao certo os impactos da incerteza criada nos mercados e dos aumentos já fixados, será necessário, lembra a iContainers, aguardar que os importadores paguem as suas despesas uma vez que suas cargas cheguem ao seu destino.

Transitários…de mãos atadas? iContainers diz que sim

A primeira vaga de agravamentos nas tarifas, já anunciada por Trump, foi a materialização das ameaças, mas já antes desse anúncio, a incerteza e renitência dominavam o panorama comercial global. Ainda assim, ainda existem esperanças de um recuo e da obtenção de um acordo (à semelhança do que aconteceu com a União Europeia) entre dos dois países. Caso contrário, haverá consequências graves para as cadeias logísticas de todo o mundo, com quedas nas margens e aumentos nos preços finais.

O modo como os importadores e as transportadores reagirão às flutuações do mercado será fundamental no desenrolar dos acontecimentos – já os transitários não terão outra opção se não ficar de braços cruzados, nada podendo fazer para impedir grandes mudanças na oferta e na procura, ditadas estas pela política e por movimentos de mercado fora de seu controlo.

Redução de capacidade é uma realidade: como serão as respostas a esse fenómeno?

Atente-se à redução de capacidade que tem sido operada pelas transportadoras marítimas: até agora, a Ocean Alliance, a 2M e a THE Alliance impuseram cortes nas rotas transpacíficas que ascendem a 6,7% da capacidade total, ou cerca de 21.300 TEU por semana. Posto isto, como irão os importadores responder? Trocarão os fornecedores por outros de cariz nacional ou localizados em regiões não afectadas pelo agravamento de preços? Aumentarão os preços dos seus produtos, caso a concorrência o faça?

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