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Escassez de marítimos: «Precisamos de agir já», vincou director da Danica Crewing Specialists

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As previsões de uma situação de escassez de marítimos pelo ano de 2026 destacam a importância de priorizar as competências e o desenvolvimento de habilidades, salientou a companhia Danica Crewing Specialists, na sequência do último relatório publicado pela ICS/BIMCO, intitulado ‘Seafarer Workforce’, que estima um crescente cenário de carência de marítimos que trará novos obstáculos ao sector.

«Precisamos de agir agora para aprimorar o treino, o conhecimento e as habilidades de liderança, para trazer mais oficiais ao nível desejado e resolver quaisquer deficiências, ao mesmo tempo que preparamos nossa força de trabalho para o futuro», começou por afirmar o Director Executivo da Danica Crewing Specialists, Henrik Jensen, ao analisar o resultado do relatório. No entanto, analisar apenas números é ver o problema superficialmente.

Realidade é «complexa»: números não explicam tudo

«A realidade é um pouco mais complexa do que apenas uma questão de números. Precisamos de oficiais que sejam competentes para cumprir as funções exigidas deles a bordo e para atender às necessidades específicas de seu empregador», analisou Henrik Jensen, que gere a empresa especializada no fornecimento de tripulação marítima para um variado lote de transportadoras de alto gabarito internacional.

A companhia utiliza programas de triagem robustos nos seus procedimentos de recrutamento e colocação de marítimos para garantir que as necessidades específicas de tripulação dos clientes sejam atendidas de forma cabal. Jensen relatou que até 50% dos novos candidatos não conseguem satisfazer os rigorosos requisitos de entrada da empresa, seja por falta de experiência, habilidades, conhecimento ou capacidade de liderança.

«É por isso que é tão importante que os marítimos aumentem as suas habilidades o máximo possível e que os oficiais passem por um treino e formação de liderança para garantir que sejam capazes de atender às exigências de uma indústria de navegação em evolução», explicou. «Não é preciso trabalhar no sector por muito tempo para perceber que já temos uma séria escassez de talentos, mesmo sem levar em conta os problemas causados ​​pela pandemia», frisou Jensen, lembrando que este é um problema que já vinha sendo detectado antes do COVID-19 surgir.

Novos marítimos: é urgente criar «linhagem robusta»

«Eu acredito que devemos fornecer vagas para cadetes e oportunidades para que jovens recrutas entrem no sector e possam progredir nas suas carreiras, para garantir que, desta forma, construamos uma linhagem de tripulação robusta», enfatizou o director da Danica Crewing. Será crucial que o sector – alicerçado nas entidades de formação – seja capaz de compreender as novas ambições, vicissitudes e perspectivas dos novos potenciais marítimos, personalizando as ofertas de treino e de captação aos seus anseios e objectivos, que, naturalmente, mudam de geração em geração.

Recorde-se que, já no passado mês de Junho, a analista britânica havia alertado para esta problemática, que, defende, foi acentuada pela pandemia. Tal como a Revista Cargo noticiou oportunamente, um dos mais recentes relatórios da Drewry identifica o problema da escassez de oficiais para tripular navios que, durante os próximos anos, será um dos grandes entraves ao desenvolvimento do sector. O surgimento da pandemia e o consequente e directo impacto na atractividade da carreira foi um factor decisivo para a consumação desta tendência.

Photo “Seafarer_2” by IFA teched is licensed under CC BY 2.0

Saiba mais sobre a escassez de marítimos:

Drewry analisa pandemia e alerta: sector do transporte marítimo terá escassez de oficiais

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