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Escassez de motoristas no Reino Unido: Governo de Boris Johnson debaixo de fogo

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Na mira das críticas dos representantes dos sectores do comércio a retalho, grossista e agrícola está a liderança do Governo britânico, centrada em Boris Johnson: no epicentro do problema está a escassez de motoristas, resultante de um êxodo de profissionais oriundos de diferentes países da União Europeia. Estas entidades defendem que estes não deveriam ser substituídos por motoristas nacionais contratados a prazo.

Escassez de motoristas: Governo de Boris Johnson alvo de críticas

Apesar destas vozes, Kwasi Kwarteng, ministro britânico da Indústria, negou os pedidos do sector com vista à oferta de vistos de um ano para aos motoristas estrangeiros de camião, tendo aconselhado, ao invés, os empresários a apostarem na formação de trabalhadores nacionais. Alguns dados indicam, por agora, que as inscrições em aulas de condução de pesados têm crescido: resta saber se será suficiente para colmatar a procura.

motoristas camião descargasSegundo Laurence Bolton, director administrativo do National Driving Center, existe um aumento de cerca +20% do número de pessoas que pretendem optar por novo rumo profissional e abraçar a camionagem em comparação com o período pré-COVID. Em declarações à Reuters, Bolton apontou dois pilotos de avião e um director financeiro entre os novos alunos improváveis da escola de condução que dirige no sul de Londres.

De acordo com o relatório da Resolution Foundation, cerca de 900 mil trabalhadores estarão em regime de licença de trabalho paga quando o Coronavirus Job Retention Scheme expirar, no fim de Setembro. A maioria parte destes profissionais são trabalhadores mais velhos ou menores de 25 anos. Caso a dispensa do trabalho se converta num despedimento, e se os trabalhadores mais jovens encontrem empregos alternativos, pode verificar-se um aumento no desemprego em Outubro, dos actuais 4,7 para 5,5%, analisa o Coronavirus Job Retention Scheme.

«A idade continua a ser um factor significativo»

«A idade continua a ser um factor significativo», explica o relatório. «Embora os menores de 25 anos tenham sido a faixa etária com maior probabilidade de obter licença durante a maior parte da crise», os maiores de 65 anos «sofrem consequências mais graves com a perda de seus empregos do que outras faixas etárias. Os maiores de 55 anos têm menos probabilidade do que os trabalhadores mais jovens de retornar ao trabalho seis meses após ficarem desempregados e tendem a sofrer um corte substancial de pagamento quando voltam», pode ler-se ainda.

Fonte: RTP

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