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Estado e Neeleman com acordo à vista: TAP mais perto de receber injecção de 1,2 mil milhões

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As negociações intensificaram-se, e, durante a madrugada, o Estado chegou a um princípio de acordo com a Azul para evitar a nacionalização da TAP. A travar o acordo estava uma exigência da empresa detida por David Neeleman: a extinção do direito de converter de 90 milhões de euros de um empréstimo feito à TAP em capital social. Abandonado esse intento, a via está agora aberta para a confirmação total do acordo.

Recorde-se que a companhia aérea prepara-se para receber um injecção estatal de 1,2 mil milhões de euros, faltando (após a luz verde de Bruxelas) o acordo do Estado com os accionistas privados para que tal resgate fosse concretizado. Esse desfecho chegou a ser uma miragem e o cenário de nacionalização da empresa ganhou forma, estando à beira de se materializar durante o dia de ontem (1 de Julho). De madrugada, tudo mudou.

Como noticia a publicação ‘Eco‘, existe já um princípio de acordo que contorna a necessidade de nacionalização, com o Estado a deter 70% da TAP, Humberto Pedrosa 25% (fazia parte do consórcio Atlantic Gateway com David Neeleman) e os trabalhadores os outros 5%. Assim, abre-se a via para a entrada dos 1.200 milhões de euros de ajuda pública à transportadora aérea, essenciais para a retoma da operação.

Na sequência do acordo com a Azul, o Estado vai assim comprar 20% das ações que a Atlantic Gateway tem hoje na TAP (45%) e, em simultâneo, Humberto Pedrosa compra a participação de David Neeleman naquela sociedade, e passa a ser o accionista privado de referência. O empresário receberá 55 milhões de euros para sair da TAP e, com esta reestruturação accionista, o Estado passa a controlador da companhia.

Ora, este cenário faz com que a TAP volta a ser uma empresa pública por ter mais de 50% do capital nas mãos do Estado, passando assim a ter impacto no défice público se o Eurostat considerar que, neste quadro, o Estado tem a gestão da empresa. Apesar do Estado ter 50%, não detém a gestão e isso permite evitar o impacto das contas da TAP no défice, mas ‘apenas’ na dívida pública, explica o ‘Eco’.

em actualização

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