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Estado passa a deter 72,5% da TAP; David Neeleman recebe 55 milhões para sair de cena

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O dossier TAP está oficialmente fechado: a companhia aérea não foi nacionalizada mas o Estado acabará por ver reforçada a sua posição na empresa, sanado que está o diferendo negocial com os accionistas privados. O Estado passa a deter 72,5% da TAP, pagando 55 milhões de euros ao empresário David Neeleman para que este saia da companhia. Acordo «garante que não há litigância futura», explicou o Ministro das Infra-estruturas.

Consórcio Atlantic Gateway desintegra-se; Estado reforça posição na TAP

David Neeleman era o obstáculo à concretização deste acordo, mas a intensificação das negociações permitiu a obtenção de um acordo que permitirá a injecção de fundos públicos de 1,2 mil milhões de euros na companhia aérea. O Estado, que antes detinha 50% da TAP, passa agora a deter mais 22,5%, enquanto os trabalhadores continuam com 5% da empresa. O consórcio Atlantic Gateway, que detinha 45%, desaparece do capital da TAP.

O empresário português Humberto Pedrosa, que integrava o consórcio, vai comprar a posição que o sócio David Neeleman tinha na companhia aérea, passando a deter directamente 22,5% da companhia aérea. «Chegámos a uma solução acordada», anunciou o Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, dando assim o dossier TAP por finalizado. «Desta forma consegue-se evitar a falência de uma empresa essencial ao país e garante que não há litigância futura», declarou o governante, elogiando o desfecho do processo.

Via aberta para a injecção dos 1,2 mil milhões de euros

Recorde-se que tudo começou com a identificação da necessidade de injectar fundos públicos na empresa, que se encontrava em sérias dificuldades, mesmo antes da pandemia de COVID-19. A Comissão Europeia deu luz verde a uma injecção de 1,2 mil milhões de euros, fixando os moldes da ajuda; para que a injecção se concretizasse, o Estado teria que negociar contrapartidas com os privados. O dossier está, agora, concluído, depois de um braço-de-ferro que quase forçou o Estado português a nacionalizar a transportadora aérea.

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