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Estudo da FFMS: eficiência das empresas de transporte melhorou nas últimas décadas

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Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) concluiu que os níveis de eficiência das empresas de transporte aéreo, rodoviário e ferroviário melhoraram nas últimas duas décadas, na sequência das concessões, privatizações, fusões e aquisições levadas a cabo em Portugal.

«Depois de um período (após 1986 até ao início do século XXI) marcado por um forte investimento público (mas também privado) nas infra-estruturas de transportes, as últimas duas décadas foram desafiantes para o sector, com uma crise económica e várias opções de política pública com impacto directo sobre o sistema», introduz o estudo da fundação, reportado recentemente pelo jornal ‘Eco’.

Sistemas de Transportes em Portugal: Análise de Eficiência e Impacto Regional

O estudo, chamado de ‘Sistemas de Transportes em Portugal: Análise de Eficiência e Impacto Regional’, enfatiza «a maior participação do sector privado (sob a forma de privatizações e concessões, no sector rodoviário e ferroviário) mas, também, as fusões (da Estradas de Portugal e REFER numa nova empresa, a Infraestruturas de Portugal) e as aquisições (aquisição da Portugália pela TAP)».

avião aeroportoO documento conclui que os resultados demonstram que «ambas as estratégias induziram maiores níveis de eficiência nas empresas, ou seja, é caso para dizer quanto maior, melhor». No caso da companhia TAP, o novo serviço feeder (ligações de curta distância) instalado após a aquisição da Portugália «potenciou a rentabilidade dos serviços de médio e longo curso», explica o estudo da fundação.

O estudo defende que «a privatização parece ter sido o factor mais consistente para o aumento da eficiência da empresa», explicando que, desde 2015 (ano da privatização), arrancou «um período de forte expansão da actividade», refere, acrescentando que «os resultados apontam para um aumento da eficiência com a privatização». Apesar de esta evolução corroborar «o que era esperado a partir da literatura existente, que, tipicamente, indica que as empresas de transporte aéreo privatizadas tendem a melhorar a eficiência», a FFMS adverte que tal evidência «deve ser analisada com cuidado».

Tudo porque «o número de anos após a privatização é relativamente reduzido (apenas três) e coincidiu com um contexto particularmente favorável, apesar de a análise acautelar os efeitos decorrentes do crescimento económico impulsionado pelo forte crescimento no turismo», explica.

Fonte: Eco

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