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Estudo da Minsait revela os 5 desafios na gestão de dados para o sector do Consumo

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A Minsait aponta cinco desafios para o sector do Consumo na sua gestão de dados (ODD), de forma a capitalizar uma melhor relação com o consumidor e os intermediários da indústria.

De acordo com o estudo ‘Governo dos de dados nas empresas do sector de Consumo’, a Minsait, líder em consultoria de transformação digital e tecnologias da informação, refere que a indústria de Consumo precisa de crescer na implementação de estratégias de transformação e tratamento de dados, bem como rever políticas orçamentais das organizações, de forma a consolidar uma cultura de dados.

Segundo o estudo, o sector do Consumo necessita ainda de estabelecer desafios de negócios, de forma a poder crescer no mundo dos dados. O ambiente de grande competitividade, a falta de estratégia que defina a promoção das iniciativas de transformação de dados, assim como a falta de ferramentas em tempo real para a simulação de decisões comerciais, são obstáculos à consolidação da gestão de dados no sector.

Minsait elenca desafios

O primeiro desafio assinalado pela Minsait passa por conhecer o cliente e a sua intermediação. Pelo facto de existir uma quantidade elevada de intermediários, as empresas de consumo acabam por conhecer melhor o distribuidor do que propriamente o consumidor. Para chegar ao cliente, é necessário apostar em estratégias Sell-In e Sell-Out, com recurso a informações em tempo real, para melhorar processos de reabastecimento e reduzir a falta de stock nas prateleiras. Evita-se assim a perda de vendas e obtém-se uma melhor rentabilidade e presença no mercado.

Conhecer a concorrência e realizar ações de inteligência competitiva é o segundo desafio apontado pelo estudo da Minsait. Esta tendência tem tido resultados nas empresas do canal Modern Food que utiliza os dados para comparar volume de vendas e preços médios em relação à concorrência. Assim, as empresas podem adaptar-se às mudanças do mercado. Contudo a estratégia competitiva do canal Horeca (Hotéis, Restaurantes, Cafés) não está tão desenvolvida e faltam dados aos fornecedores sobre vendas e preços de no ponto de venda. Da parte dos canais digitais e-commerce, são poucas as organizações que possuem soluções de análise de dados próprios, da concorrência e de venda confiável.

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O grande número de players no sector origina um ambiente muito competitivo onde é constante surgirem novas referências para assegurar a contínua presença e consolidação da marca no mercado. É importante procurar o equilíbrio entre o market share, maximizar a demonstração de resultados e optimizar o sortido. Para solucionar este terceiro desafio é necessário uma análise detalhada dos custos sobre a distribuição moderna por marca e tipo de venda, tendo em conta as diferenças de sortido e promoções em causa.

O estudo da Minsait aponta também para o desenvolvimento de políticas dinâmicas de preços para garantir que diferentes promoções proporcionem um retorno no volume de vendas e na margem de referência da marca e ponto de venda. Por último a optimização do sortido passa por apostar em soluções de execução de vendas que identifiquem o posicionamento dos produtos nas prateleiras de acordo com a estratégia comercial para o linear. Desta forma o cliente acaba por encontrar o produto rapidamente e levar outros que não estavam na lista. «É a loja perfeita», afirma Jorge Gonçalves, Director de Indústria, Comércio e Serviços da Minsait em Portugal.

Muitas empresas têm informação da entrega no ponto de venda, mas poucas têm a informação em tempo real para análise do cumprimento dos acordos do serviço ao cliente, com o distribuidor nas rotas de reabastecimento. O desafio de estabelecer ecossistemas alargados com gestão de dados e partilhados no sector leva à necessidade de partilhar informação do produto que facilita a manutenção de dados para todos os formatos e embalagens de produtos com potencial. A partilha de stocks em tempo real promove a colaboração entre fabricantes e retalhistas na melhoria do abastecimento, sendo a recolha de dados essencial para garantir a informação adequada sobre unidades de venda.

O último, dos cinco desafios apontados pela Minsait, é o fornecimento de informações internas no processo do backoffice, agregando vários departamentos, desde os recursos humanos, financeiros, comerciais, industriais à logística. A solução passa por disponibilizar dados para aplicar correctamente incentivos e comissões aos vendedores com objectivos dinâmicos. Ao conseguir-se simular os dados em tempo real é possível verificar o efeito de certas decisões comerciais no cumprimento dos objectivos.

O estudo ‘o Governo de dados nas empresas do sector de Consumo’ do Minsait foi apresentado esta Quinta-feira, 25 de Fevereiro, através do webinar «A maturidade da utilização dos dados no sector do consumo e o seu impacto no sucesso dos negócios», organizado pela Minsait e contou com a participação da GS1 Portugal, entidade de Utilidade Publica, Multi-sectorial e Neutra, com cerca de 9.000 empresas associadas e responsável pelo ‘Bilhete de Identidade dos Produtos’ (vulgo código de barras) que revoluciona os negócios desde 1985.

«A utilização de dados pelas organizações é já uma prática conhecida do sector. Ainda assim, a maturidade do tratamento e transformação de dados está ainda a um nível médio. Quando às metodologias na gestão de dados apresenta um desenvolvimento médio baixo nas diferentes áreas de negócios. O sector do Consumo tem ainda um longo caminho a percorrer na análise e aplicação dos dados», vincou Jorge Gonçalves.

Parceiro-chave na digitalização do grande consumo em Portugal

A Minsait é um dos parceiro-chave na digitalização do Grande Consumo em Portugal, pelo seu compromisso com a inovação e as últimas tecnologias e a sua aposta pela omnicanalidade e experiência do cliente. Nesta linha, a empresa aborda soluções para incrementar as vendas e melhorar resultados financeiros, tais como sistemas de informação para monitorizar os negócios e garantir a rentabilidade. Analisa também as mudanças que ocorrem na indústria, como a necessidade de transformar a actividade comercial no ponto de venda e inclusive, a criação de novos espaços onde coexistem o mundo digital e físico, numa aposta estratégica para obter uma visão 360º do negócio e do cliente, naquilo que é conhecido como ambiente phygital.

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