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Estudo da Reserva Federal contradiz Trump: guerra de tarifas só tem prejudicado os EUA

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Chegou à Casa Branca com o mote de «tornar a América grande novamente» e cedo encetou uma guerra comercial com a China que se vem arrastando durante vários meses – Donald Trump tem sido a face da ressurreição das políticas proteccionistas no Ocidente, mas, de acordo com um recente estudo da Reserva Federal norte-americana , a acção do controverso presidente dos EUA tem, isso sim, tornado o país mais débil.

Ao longo do seu mandato, Donald Trump colocou em prática a estratégia que faz do braço-ferro das tarifas um trunfo capaz de devolver a pujança a indústria produtiva dos EUA, mediante taxas alfandegárias punitivas à concorrência estrangeira. Ora, o estudo da Reserva Federal vem contrariar todas as premissas do polémico líder: o estado do sector produtivo está em pior estado agora que antes da introdução das políticas proteccionistas.

Estudo confirma medos internacionais: o tiro saiu mesmo pela culatra

Para os economistas Aaron Laaen e Justin Pierce, autores do estudo, o documento plasma «as primeiras estimativas abrangentes do efeito das recentes tarifas sobre o sector produtivo dos Estados Unidos da América» e defende a tese de que quaisquer benefícios das políticas proteccionistas foram mais do que aniquilados pelas tarifas de retaliação dos concorrentes internacionais (principalmente da China).

Assim, explica o documento, o sector viu evaporarem-se postos de trabalhos e assistiu, concomitantemente, a uma subida dos preços para os consumidores: «“Achamos que o impacto do canal tradicional de protecção das importações é anulado no curto-prazo pela redução da competitividade que advém da retaliação e dos maiores custos das indústrias adjacentes», elucidam os dois economistas.

MaerskEste estudo, realça a edição online do DN/Dinheiro Vivo de hoje, vem dar razão às projecções e análises de um alargado espectro de economistas, que alertaram que as tarifas de Trump iriam mais provavelmente danificar a economia norte-americana do que ajudá-la. Os resultados também desdizem directamente o que o presidente norte-americano garantiu sobre as consequências reais que as tarifas estavam a ter.

As políticas proteccionistas de Trump, aliadas ao fenómeno do Brexit, têm estado no topo da lista das preocupações de várias entidades internacionais e associações, como a IATA, ou até mesmo companhias colossais responsáveis por um quinto do transporte marítimo de cargas em contentores, como a Maersk Line. Além de serem vistas como factores de incerteza económica, têm, explica os especialistas, o condão de bloquear o fluxo comercial.

Entre as vozes que haviam alertado para os efeitos contraproducentes da postura política, diplomática e económica de Trump está a de Soren Skou, CEO da Maersk Line. O responsável, que desde o primeiro minuto se mostrou bastante crítico da orientação de Trump, previu que a economia dos EUA acabaria por ser atingida muito mais arduamente que a do resto do mundo, no seguimento da deriva tarifária do presidente americano.

Com ‘Dinheiro Vivo’

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