Estudo de Navegabilidade do Tejo sugere novo terminal de granéis sólidos em Castanheira do Ribatejo

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O Estudo de Navegabilidade do Tejo, apresentado na passada Sexta-feira (dia 2 de Agosto), integra a sugestão de construção de um novo terminal de mercadorias ao longo do rio, de modo a potenciar o transporte fluvial de cargas: uma aposta clara do Ministério do Mar. O documento infere que esse hipotético terminal de granéis sólidos teria maior valor estratégico se localizado em Castanheira do Ribatejo.

Transferência modal…de modo a valorizar a via fluvial

Em busca de um modal shift de valor acrescentado na região de Lisboa, a tutela apresentou o Estudo de Navegabilidade do Tejo na passada semana, contando o evento com a presença da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e da presidente da APL, Lídia Sequeira. Explica o estudo que «o potencial de transferência para o fluvial foi avaliado tendo em conta o tipo de mercadorias movimentado em cada terminal e a sua origem ou destino no hinterland e a sua transferência para um terminal mais a montante do Estuário», pode ler-se.

Nesse sentido, foram identificadas como localizações possíveis a montante do estuário, como «o cais fluvial de Castanheira do Ribatejo (de contentores), já previsto, um novo terminal de granéis sólidos e líquidos a localizar a montante de Vila Franca de Xira (idealmente, pela precedência existente, em Castanheira do Ribatejo), a melhoria do acesso à Cimpor (e da capacidade de recepção de navios do terminal)» e o terminal da Atlanport, no Barreiro, «desde que sujeito a um reforço/recuperação (como alternativa a uma eventual não concretização do terminal do Barreiro)».

Novo terminal em Castanheira do Ribatejo será mais-valia estratégica

Ora, enfatiza então o estudo a recomendação endereçada à APL, no sentido de promover «a possibilidade de instalação de um terminal de granéis em Castanheira do Ribatejo», uma vez que tal iniciativa «não exige da APL um esforço financeiro associado a novos investimentos» já que «o esforço financeiro de construção do terminal será assegurado pela entidade que o venha a explorar». O terminal, explica, tem potencial para garantir «um significativo aumento de tráfego no estuário do Tejo (por maior transferência modal e mais e diferentes cargas satisfeitas)».

Recorda ainda o documento que a criação deste novo terminal seria útil tendo também em conta que «uma parte importante dos granéis alimentares descarregados no porto de Lisboa destina-se à zona a norte de Lisboa, incluindo zonas servidas por auto-estradas que convergem no nó do Carregado» e até poderia ser aproveitado «para a exportação de outros produtos: areias ricas em sílica, mármores e outras rochas decorativas, etc».

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