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Bomba-relógio: EUA e China tentam desactivar ‘trade war’ mas pode ser tarde demais

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Abertas as hostilidades na guerra de tarifas, os dois grandes gladiadores tentam, agora, amenizar o ambiente, criando as condições para a retoma de negociações que evitem um confronto total com repercussões à escala global. EUA e China estão, revela a ‘Bloomberg’, a desenvolver esforços para desmontar o terreno armadilhado que resultou das ameaças entre os dois países.



‘Bloomberg’ adianta: partes tentam reaproximação

Fontes próximos do processo confidenciaram à Bloomberg que EUA e China estão a trabalhar para evitar uma guerra comercial total, isto depois da administração de Donald Trump ter já imposto a primeira vaga de aumentos tarifários relativamente a produtos provenientes da China. Agora, Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro dos EUA, e  Liu He, vice-primeiro-ministro chinês, agendam reuniões para encontrar formas de engajamento.

Entre as partes existe, apesar das dissensões actuais, uma certeza: as negociações precisam de ser encetadas de forma urgente e com uma cadência mais sucessiva. Recorde-se que as conversações entre as partes foram paralisadas durante várias semanas depois da controversa decisão de Trump, e, nos dias que correm, nenhumas cedências se avistam no horizonte. E será precisamente sobre a actuação do presidente americano que incidirão as reuniões agendadas.

Diplomacia de Mnuchin complicada por postura de Robert Lighthizer

A complicar os esforços diplomáticos de Steven Mnuchin está a posição sustentada pelo representante comercial dos EUA Robert Lighthizer, defensor de uma actuação dura para com a China na sequência da investigação interna que desencadeou o processo do agravamento das tarifas – o processo conclui que a China roubava tecnologia americana e que a imposição das tarifas era imperiosa, a fim de compensar os danos causados.

Há cerca de uma semana, Robert Lighthizer afirmou que as tensões comerciais dos EUA com a China são um «problema crónico», ao passo que o representante chinês na Organização Mundial do Comércio (OMC) acusou os EUA de adoptarem uma postura de «extorsão». Recorde-se que, em Maio, os esforços diplomáticos de Mnuchin caíram por terra depois de Trump ter redefinido as bases de um futuro acordo de ‘paz’.

China ameaça EUA com tarifas de 25% para o GNL

As tentativas de Mnuchin têm esbarrado na postura agressiva de Trump, mas, ao que tudo indica, a necessidade de aproximação ao homólogo chinês é tida, por parte da administração, como urgente, dados os perigos de uma escalada da guerra de tarifas – a China, em resposta à decisão de Trump, equaciona impor tarifas de 25% às importações de GNL, assim desferindo um rude golpe nas pretensões dos EUA no âmbito da exportação deste produto. Recorde-se que a comercialização do GNL é um negócio emergente nos EUA.

Esta decisão adicionaria uma nova pressão sobre a indústria dos EUA, que actualmente compete com a Rússia, Austrália e Qatar por uma quota de mercado na China. Vários milhões de dólares poderão, assim, estar em risco: empresas como a Cheniere Energy, a Tellurian, entre outras, convenceram companhias ligadas ao Estado chinês a construírem mais terminais para receber o GNL importado dos EUA. Em que pé ficariam tais desenvolvimentos?



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