European Maritime Day: «O Mar poderá ser o motor de desenvolvimento sustentável de Portugal»

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Arrancou esta manhã (dia 16) o evento ‘European Maritime Day’ e Lisboa engalanou-se para receber a nata da comunidade marítima mundial – no Centro de Congressos de Lisboa, reuniram-se os agentes internacionais que materializam os destinos da economia marítima global, com especial enfoque nos pilares do «empreendedorismo azul» e na Inovação. A Revista Cargo marcou presença no evento (organizado pela Comissão Europeia) e acompanhou os discursos de Fernando Medina (presidente da Câmara de Lisboa) e Ana Paula Vitorino (Ministra do Mar).

Fernando Medina: «Temos um mar de oportunidades para explorar»

Perante um auditório cheio, Fernando Medina enalteceu o «número impressionante» de participantes e espectadores, aproveitando o dom da palavra para frisar que «a Política do Mar deve ter uma centralidade cada vez maior no âmbito das politicas europeias». «Temos um mar de oportunidades para explorar», considerou, saudando o «enfoque na economia, empreendedorismo e inovação como eixo central» do evento. Sem esquecer a exploração económica do Mar, o autarca lembrou a importância de uma «transição energética a partir das novas matrizes renováveis».

European Maritime Day 2019 já bate recordes

Seguiu o discurso de Ana Paula Vitorino – a líder da pasta do Mar sublinhou a obtenção de «três novos recordes» nesta edição do European Maritime Day: «a maior adesão de sempre, com 1.400 participantes, o maior número de países presentes, com 53 estados e o maior número de expositores, com 101 entidades». Números que reflectem na perfeição a «importância do Oceano» e espelham a «alta dinâmica em que se encontra a Economia do Mar», domínio no qual a União Europeia tem tido um «papel central» num trilho de «sucesso», considerou.

Ana Paula Vitorino: «Desafio central é o de implementar o paradigma da economia circular azul»

Enumerando o «Empreendedorismo, a Investigação, a Inovação e os Investimento Azuis como «vectores centrais da estratégia estruturada pela Comissão», Ana Paula Vitorino saudou a presença do Comissário Karmenu Vella (Assuntos Marítimos), vincando que tais directrizes marcam, também, o rumo de Portugal. «O Mar poderá ser, sem dúvida, o motor de desenvolvimento sustentável de Portugal»: para o potenciar e capitalizar, é dever dos países de explorar o seu valor sem colocar em causa a sua integridade, a sua biodiversidade e a sua essência, sublinhou.

Sustentada no «pilar da protecção ambiental e pilar do conhecimento científico e da inovação», a política adoptada pelo Ministério do Mar visa explorar os recursos oceânicos de uma forma sustentável, fomentado o surgimento de novos modelos de negócio e novas dinâmicas comerciais circulares, explicou a governante. Nesse trilho, «o desafio central é o de implementar o paradigma da economia circular azul, substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação», explicou.

Digitalização e Descarbonização

Outra das prioridades prende-se com a «digitalização nas áreas do shipping e portuárias ou do exercício das profissões marítimas»; na agenda lusa tem estado também «a descarbonização do transporte marítimo», alicerçada na implementação do Green Shipping e na promoção do Gás Natural Liquefeito «como energia de transição de baixo carbono nos navios». A exploração de «novos combustíveis alternativos e tecnologia com emissões zero» tem também tido um espaço especial na lista prioritária do Ministério do Mar, enfatizou a governante.

Estes são, sumariou, os «passos determinantes para a obtenção de soluções concretas que constroem uma economia azul competitiva e sustentável», em concomitância com a criação do Fundo Azul, «um instrumento do Estado português orientado para financiar startups e o arranque de negócios que não são tradicionalmente apoiados pelos sistemas convencionais de financiamento, nas áreas da bioeconomia azul, das energias renováveis oceânicas ou da digitalização marítima». Este rumo é complementado também com a implantação dos Port Tech Clusters.

Implementação de Port Tech Clusters

Tratam-se de «plataformas de aceleração nos portos que congregam startups, empresas maduras, centros de I&D e investidores para lançar as novas indústrias do mar. O arranque dos Port Tech Clusters está a ser materializado através do programa de aceleração de start-ups ‘Bluetech Accelerator’, cuja primeira edição se centra em novos produtos e serviços digitais no sector dos portos e shipping e com futuras edições dedicadas à bioeconomia azul e às energias renováveis oceânicas», rematou.

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