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Hugo Fonseca (MAEIL): «A nível global o eAWB tem evoluído, mas em Portugal não se passou nada»

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O evento “eAWB – Carta de Porte Electrónica”, organizado pela MAEIL e já aqui abordado pela Revista Cargo (media partner do certame), serviu também para fazer um ponto de situação da evolução da penetração da Carta de Porte Electrónica a nível global – e da falta de novidades para Portugal.


Carta de porte electrónica: o trilho digital começa, rumo ao e-freight

Com a entrada em vigor da resolução electrónica 672 (MeA), que retirou a obrigação da apresentação de uma carta de porte (basilar documento de carga aérea que constitui o contrato de transporte entre expedidor e transportador) em suporte de papel, o sector do transporte aéreo de carga abriu caminho para a uma nova linguagem digital comum entre os expedidores, transitários e as companhias aéreas.

A MAEIL e a CHAMP Cargosystems estão na vanguarda desta nova comunicação, apresentando as soluções necessárias para que a introdução generalizada da carta de porte electrónica possa mimetizar o sucesso de similar processo ocorrido no sector marítimo.

A intervenção inicial coube a Hugo Duarte da Fonseca – feita a retrospectiva de três anos de estagnação do processo de implementação da eAWB em Portugal, o líder da empresa de soluções informáticas MAEIL descreveu «um sector dos transportes avesso à mudança» mas deixou a garantia de que «a digitalização irá mesmo acontecer», a reboque de transformações imparáveis, como tão bem demonstra o caso de ascensão inquebrantável da retalhista Amazon, cujo sucesso se estende, cada vez mais, a todos os elos da cadeia de abastecimento e cujo desenvolvimento não será alheio ao sector aéreo.

Perante este cenário, um dos primeiros passos rumo ao e-freight é a «desmaterialização da carta de porte» e a adopção da eAWB, esclareceu.

Resistência em Portugal não encontra correspondência a nível internacional

A denotada «resistência em Portugal» não encontra correspondência com o comportamento evolutivo global: «registou-se, entre 2015 e 2017, uma duplicação da penetração das cartas de porte electrónicas» no âmbito internacional, comentou Hugo Duarte da Fonseca. «No nosso caso, estamos numa linha flat, o que não faz sentido. Não se justifica o facto de não existir evolução porque temos pessoas capazes e potencialidades para avançar», alertou.

«A nível global a situação tem evoluído, mas, em Portugal, não se passou nada», reforçou.

«Se queremos abordar o futuro, teremos que estar interconectados», diz responsável da CHAMP

iataA sessão prosseguiu com a intervenção de Bart Jan Haasbeek, iniciada com um ‘toque a reunir’: «Se queremos abordar o futuro, teremos que estar interconectados», afirmou, relevando o «aumento do e-awareness».

«Todos estamos conectados enquanto pessoas privadas, mas se formos expedidores também temos essa mesma necessidade de interconexão, até num ambiente business-to-business», realçou, considerando critérios como os da visibilidade, transparência e simplificação como pilares essenciais da estrutura moderna que engloba todos os elos da cadeia logística – para Bart Jan Haasbeek, o eAWB e as inerentes soluções informáticas Logitude e CargoHUB, oferecidas pela CHAMP, configuram uma oportunidade que o sector deve agarrar: «Enquanto indústria temos de melhorar, não podemos esperar muito mais», afirmou, lembrando ainda o avanço que o sector do transporte marítimo adquiriu – nacional e internacionalmente – face à carga aérea.

Simulação de carta de porte electrónica via Logitude

A apresentação das soluções digitais da CHAMP Cargosystems foi complementada com uma simulação (na plataforma Logitude) da execução de uma carta de porte electrónica, levada a cabo por Hugo Leal Nunes, da MAEIL. Os benefícios da mesma, abarcam, afiançou Bart Jan Haasbeek, todos os agentes envolvidos no processo: «Será uma situação de win-win para todos», desde as companhias aéreas, aos transitários, clientes e handling. A carta de porte electrónica tem vindo, um pouco por todo o mundo, a revolucionar a tradicional e obsoleta (cerca de oito décadas) carta de porte, que, lembrou o representante da CHAMP, se manteve inalterada todos estes anos.

Chegou o tempo de Portugal abraçar a mudança também.

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