Canal do Suez Ever Given

‘Ever Given’ libertado esta Quarta-feira: porta-contentores volta a navegar 3 meses depois

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Chega ao fim uma das mais extensas novelas do transporte marítimo de mercadorias: o ‘Ever Given’ voltará, esta Quarta-feira (dia 7), a navegar.

Depois de mais de três meses de bloqueio judicial, o navio porta-contentores do armador japonês Shoei Kisen Kaisha será finalmente libertado, podendo, assim, navegar até aos portos destinados e entregar mais de 775 milhões de dólares em mercadorias, até agora retidas por decisão judicial.

Está assim oficialmente consumado o acordo – entre a Autoridade do Canal do Panamá, as seguradoras e o armador – para a libertação do navio porta-contentores, que carregava cerca de 18 mil contentores e que, durante a viagem, encalhou no Canal do Suez, despoletando vários congestionamentos.

Recorde-se que o navio este preso no Canal do Suez durante seis dias, bloqueando totalmente uma das mais cruciais passagens marítimas do globo e, consequentemente, provocando uma catadupa de congestionamentos, que se estenderam também à operação portuária. A acção dos reboques foi vital para o desbloqueio da situação. Após a resolução do incidente, uma ordem judicial arrestou o navio, após queixa da autoridade do canal.

A seguradora UK Club apontou que o proprietário do ‘Ever Given’ era responsável por terceiros, sendo esta a «solução formal» encontrada pelas duas partes para finalmente desbloquear o navio e dar por terminado o moroso tema da indemnização ao fim de vários meses. «Serão feitos os preparativos para a libertação da embarcação e oportunamente será realizado um evento para marcar o acordo», apontava, recentemente, a seguradora.

Na sequência do incidente, a entidade que gere o canal exigiu uma indemnização de 916 milhões de dólares (772 milhões de euros), um valor que incluía 300 milhões de dólares (252,83 milhões de euros) pelo desbloqueio e 300 milhões de dólares pela perda de reputação, tendo então reduzido o valor para 550 milhões de dólares depois da seguradora do navio admitir que o pedido era «amplamente sem suporte».

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