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No festim de novos ULCV’s, como lidar com o excesso de capacidade que se adivinha?

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De acordo com as mais recentes análises da consultora marítima dinamarquesa SeaIntelligence, a indústria do transporte marítimo de contentores está à beira de enfrentar um novo excesso de oferta (tonelagem) nas ligações Ásia-Europa, cenário que obrigará ao fecho de alguns serviços durante o último trimestre de 2017, para assim evitar o desfasamento do mercado e a perspectiva do excesso de capacidade desregular o equilíbrio entre a oferta e a procura.

Reflectindo sobre a evolução do mercado, a consultora, liderada pelo CEO Alan Murphy, afirma que uma subida de 11,5% da capacidade por parte das três alianças marítimas (2M, Ocean Alliance, THE Alliance) entre a segunda metade de 2017 e 2018 resultará num excesso semanal de capacidade de 28.300 ‘slots’ entre Outubro e Dezembro deste ano – facto que, a consumar-se, irá definitivamente desequilibrar a base actual do mercado e, possivelmente, despoletar nova guerra de preços no frete marítimo.

Excesso de capacidade levará a cortes nos serviços

Se os números avançados pela SeaIntelligence se revelarem acertados, a capacidade das três alianças na ligação Ásia-Europa sofrerá aumentos significativos: 3,2% por parte da 2M, 11,9% por banda da THE Alliance e uns estonteantes 24,6% no que respeita à Ocean Alliance. Para a consultora, esta nova injecção de ULCV’s no mercado marítimo requererá uma coordenação de gestão bastante judiciosa por parte das operadoras, a fim de não caírem no buraco do excesso – disruptivo, como se viu em 2016 – de capacidade.

Quando atingirmos a segunda metade de 2018, e, assumindo com válida a previsão de um crescimento da procura de 5%, o desequilíbrio «irá exigir o encerramento de um serviço semanal por parte de cada uma das três alianças», concluiu a empresa. Uma alternativa a este cenário é dar azo ao ‘efeito cascata’, passando a tonelagem em excesso na rota Ásia-Europa para outras ligações – esta opção pode, no entanto, sobrecarregar os mercados menos possantes e criar maior pressão nas taxas de frete locais, alerta a SeaIntelligence.

Descarte de tonelagem fretada pode ser solução…até ver

Posto este quadro, uma das soluções equacionadas pelas companhias marítimas é o descarte de tonelagem fretada (que se encontre em excesso) para assim haver margem para acomodar a chegada dos novos ULCV’s; esta será uma opção prioritária para a francesa CMA CGM, que, recorde-se, confirmou a encomenda de nove porta-contentores de 22 mil TEU’s cada a duas construtoras navais chinesas. A perspectiva deste descarte colocará ainda mais pressão nos armadores, já a braços com uma situação espinhosa, realça a consultora.

 

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