Aeroporto do Montijo Executivo

Executivo já pondera submeter Aeroporto do Montijo a avaliação ambiental estratégica

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O Executivo está disposto a dar um passo atrás no que toca à recusa em efectuar uma avaliação ambiental estratégica sobre a nova solução aeroportuária para a capital portuguesa – a possibilidade vai estar, afinal, em cima da mesa, o que à partida deverá passar pela comparação da solução Portela mais Montijo com outra opção. A informação foi avançada pelo Ministro das Infra-estruturas durante o debate da proposta de OE 2021.

Executivo recua: pandemia alertou a urgência do projecto

O Executivo estipula que o Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) passe pelo crivo de uma uma avaliação ambiental estratégica, no entanto, subsiste a dúvida quanto à abrangência do documento no que toca ao projecto de expansão aeroportuária – interrogado sobre a lacuna e sobre se o projecto do novo aeroporto do Montijo teria luz verde sem a concretização desse tipo de avaliação, Pedro Nuno Santos admitiu que o contexto pandémico trouxe uma nova realidade: a urgência do aumento da capacidade aeroportuária esgotou-se.

ministro Pedro Nuno SantosO Ministro das Infra-estruturas admitiu que a pandemia alertou as prioridades e os timings de muitos dossiers, lembrando que, quando o projecto do Montijo foi decidido, a capacidade aeroportuária estava esgotada e «urgência fazia com que não perdêssemos mais tempo». A crença na valia do projecto, no entanto, mantém-se, realçou. Ainda assim, está a ser ponderada a realização de uma avaliação ambiental estratégica, avançou – um cenário que contraria, agora, a postura do Governo face a este tema. Recorde-se que o Executivo liderado por António Costa tinha até agora afastado o cenário de parar ou até adiar a construção do aeroporto do Montijo, defendendo que a infra-estrutura será necessária.

Tal como aqui avançou a Revista Cargo, o projecto recebeu a declaração de impacte ambiental favorável, mas condicionada, (no arranque de 2020). Antes da pandemia, o Governo estava a negociar com os autarcas da margem sul para tentar ultrapassar a oposição da Moita e do Seixal ao projecto.

Com Observador

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