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Exportação de ferro: Linha do Douro voltará a ser percorrida por comboios de carga

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A matéria foi avançada pelo ‘Dinheiro Vivo‘: a Linha do Douro retomará a actividade de transporte de cargas ainda este Julho, impulsionada pelo negócio da empresa Aethel Mining, a nova concessionária da segunda maior jazida de ferro da Europa.

Das minas de Moncorvo até ao Porto de Leixões

leixões porto portosSerão enviadas, a partir das minas de Moncorvo, 1400 toneladas de ferro diárias para o Porto de Leixões, que, depois, serão encaminhadas para o mercado europeu. A deixa operacional e logística dá mais razões para justificar a reabertura da linha ferroviária até à fronteira com Espanha.

Assim que tudo esteja preparado em termos de acessibilidades, a Aethel Mining prevê que «durante o presente mês, serão deslocados, para aquela área, os equipamentos e maquinaria e terá início a extracção e transformação do minério», adiantou o presidente, Ricardo Santos Silva.

Este desenvolvimento dará sangue novo a uma artéria ferroviária que, actualmente, detém um tráfego bastante limitado, limitando-se ao transporte de alguns vagões de cimento provenientes de um entreposto da empresa Secil. Com este nova empreitada, o ferro será transportado em camiões até à estação de comboios do Pocinho, em Foz Côa. Desse ponto, prosseguirá pela via férrea atravessando a linha do Douro, chegando ao Porto de Leixões depois de passar pela concordância de São Gemil, que garante a conexão com a restante rede ferroviária nacional, avança o ‘Dinheiro Vivo’.

Uma vez chegado ao porto nortenho, a matéria-prima será carregada em navios graneleiros e encaminhada para vários portos europeus. A notícia do ‘Dinheiro Vivo’ dá conta de que, na fase inicial, serão transportadas 1400 toneladas por dia de ferro, divididas em duas levas de 700 toneladas. A empresa que deverá ficar encarregue de materializar o transporte ferroviário será a portuguesa Takargo.

Multimodalidade será chave do projecto

Numa fase complementar, o transporte ferroviário da matéria-prima será conjugado com o transporte fluvial. À publicação, Ricardo Santos Silva explicou que a evolução da operação depende das «obras de qualificação do canal navegável, sobretudo entre o Pinhão e o Pocinho», que vão permitir a circulação de navios maiores – a empreitada apenas poderá avançar após luz verde comunitária e respectivos apoios financeiros. No futuro, poderá ser possível, caso tal empreitada suceda, transportar até 2300 toneladas, explica a reportagem.

O segredo da evolução do volume transportado estará, assim, na multimodalidade: a complementaridade entre a via fluvial (Douro) e ferroviária poderá levar ao transporte máximo de quase 4000 toneladas de agregado de ferro. O novo projecto de exploração das minas de Moncorvo tem uma duração prevista de 60 anos. Além do mercado europeu, a Aethel Mining quer exportar este material para o Mediterrâneo e o Médio Oriente.

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